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Falta de licença, queimadas e despejo de resíduos concentram maioria das infrações ambientais em Campinas/SP

Município contabiliza 95 infrações entre janeiro e 1º de setembro, número superior ao registrado durante todo o ano de 2017.

Falta de licença ambiental, queimadas e despejo irregular de resíduos são os itens com o maior número de infrações ambientais registradas em Campinas (SP), de acordo com relatório divulgado pela Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Eles respondem por 67% das 95 autuações emitidas entre 1º de janeiro e 1º de setembro deste ano.

O número dos primeiros nove meses do ano supera o registro de todo o ano de 2017, quando foram lavradas 86 multas. De 2013 até 2018, foram aplicados R$ 8,594 milhões em multas ambientais em Campinas.

Principais infrações

  1. Ausência de Licença ambiental: 34 autuações
  2. Queimadas: 17
  3. Despejo irregular de resíduos13
  4. Corte irregular de árvores: 11
  5. Intervenção em Áreas de Preservação Permanente (APP): 6

Para a ambientalista Maria Aurora Gordeeff, a única explicação para o aumento desse tipo de infração é a falta de conscientização da população.

“Eu acho que a disciplina Meio Ambiente deveria ser obrigatório nas escolas. Nos países mais desenvolvidos existe educação ambiental como disciplina obrigatória nas escolas. Nos temos que partir para esse campo, porque só a punição não vai resolver’, opina

O que diz a prefeitura?

O secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas, Rogério Menezes, afirmou que em parceria com a Secretaria de Educação, a prefeitura realiza um trabalho de educação ambiental em todas as escolas, com o plano municipal de educação ambiental.

“O plano tem como objetivo conscientizar as crianças e os jovens para não jogar entulho, queimadas, corte de árvores sem autorização, etc. As crianças também fazem atividades de plantio, visitas aos centros de educação ambiental e participam de palestras. Nas escolas estaduais o projeto já atingiu 900 crianças e nas escolas municipais, 10 mil. Esse projeto é permanente e vai continuar até atingir a totalidade das crianças.”

Fonte: G1

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