saneamento basico

Nova taxa de lixo de Florianópolis/SC custará R$ 100 milhões a mais ao contribuinte

Projeto foi apresentado nesta quarta (18) pela Prefeitura e prevê o equilíbrio financeiro entre custo do sistema e arrecadação; proposta precisa ser aprovada até setembro para valer no próximo ano

A Prefeitura de Florianópolis apresentou na tarde desta quarta-feira (18) o resultado dos trabalhos da comissão especial para discutir a nova Taxa de Resíduos Sólidos, a chamada Taxa de Lixo. O projeto que ainda precisa ser aprovado pela Câmara, busca estabelecer o equilíbrio econômico entre os custos dos resíduos e o que o município arrecada, além de preparar o sistema de cobrança para implantação por meio de tarifa a partir de 2021.

Os critérios para a nova taxa incluem mais critérios ao já praticado atualmente no município, que tem o valor calculado com base apenas na metragem e frequência. A nova taxa deve levar em consideração o uso do imóvel, se residencial ou comercial; frequência da coleta; área construída; além de incluir também garagens, terrenos vazios e obras em andamento.

O projeto também prevê o pagamento por serviços ambientais, que vai remunerar iniciativas que promovam o desvio de resíduos do aterro sanitário através de destinações ambientalmente adequadas. Permitirá ainda que os grandes geradores possam contratar com empresas privadas o serviço de coleta e destinação final.

“Nós evoluímos bastante desde a última proposta para esta. O objetivo foi o de ampliar para uma distribuição justa de valores”, informou Hélio Leite, coordenador da comissão que elaborou a minuta do projeto. O prefeito em exercício, Katumi Oda (PSD), disse que pretende contar com a base do governo para dar celeridade ao projeto na Câmara e aprovar a medida antes de setembro para vigorar em janeiro de 2019.

Aumento na arrecadação será repassado ao contribuinte

Para conseguir o equilíbrio financeiro estabelecido pela PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), se fosse implantada hoje, a nova taxa teria uma previsão de arrecadação da ordem de R$ 160 milhões. O valor é mais que o triplo do que o município arrecada anualmente com a taxa de lixo, que este ano foi de R$ 53 milhões.

Segundo Hélio Leite, caberá ao prefeito buscar os meios adequados para que a nova taxa não surja meramente como um aumento de tributos, já que a ampliação da arrecadação para cobrir os custos do setor é essencial. “Na verdade estamos começando uma política de resíduos às avessas. O ideal seria modernizar o sistema e reduzir os custos, mas o que estamos fazendo é o inverso, estabelecendo uma nova cobrança para fazer a modernização do sistema posteriormente”, disse.

O vereador Lino Peres (PT), que também acompanhou a apresentação do projeto, disse que pedirá uma reunião ampliada para discutir a matéria no Legislativo e que também aguarda uma manifestação do Conselho Municipal de Saneamento sobre a nova proposta.

Nos R$ 160 milhões previstos para arrecadação com a nova taxa estão inclusos o custo da Comcap, do destino final, verba para investimentos, para contratação da Agência Reguladora e para educação ambiental.

Fonte: Notícia do dia

Últimas Notícias:
Cagece assina termo para iniciar obras de usina de dessalinização

Cagece assina termo para iniciar obras de usina de dessalinização

A Cagece (Companhia de Água e Esgoto do Ceará) assinou, na quinta-feira (16 de julho), o termo de autorização para o início imediato das obras da Dessal do Ceará. A usina será a maior planta de dessalinização do país. Terá capacidade projetada de 1 metro cúbico por segundo, o equivalente a mil litros de água dessalinizada por segundo.

Leia mais »
ANA realiza ciclo de oficinas sobre implementação da reforma tributária no setor de saneamento básico

ANA realiza ciclo de oficinas sobre implementação da reforma tributária no setor de saneamento básico

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) promoverá, a partir de 22 de julho, um ciclo de oficinas voltado à implementação da reforma tributária no setor de saneamento básico. A iniciativa tem como objetivo orientar as entidades reguladoras infranacionais (ERIs) sobre as mudanças introduzidas pela reforma tributária e seus impactos na regulação dos serviços.

Leia mais »
Desenvolvimento também nasce do que a sociedade descarta

Desenvolvimento também nasce do que a sociedade descarta

Há um dado que merece nossa profunda reflexão: o Brasil recicla apenas 2,2% dos resíduos sólidos urbanos que produz. Menos de 3% de tudo o que consumimos e descartamos retorna à cadeia produtiva. O número impressiona e revela quanto o país ainda desperdiça uma oportunidade de gerar emprego, renda, reduzir gastos públicos e preservar o meio ambiente.

Leia mais »