Arsesp investiga se Sabesp raciona água à noite
Agência recebeu denúncias de consumidores e investigará se a Sabesp fez 'rodízio camuflado' à noite
Agência recebeu denúncias de consumidores e investigará se a Sabesp fez 'rodízio camuflado' à noite
A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) afirmou nesta sexta-feira (25) que vai investigar se a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) faz racionamento à noite em pontos abastecidos pelo Sistema Cantareira na capital paulista e na Grande São Paulo. A agência diz ter recebido denúncias de usuários. O órgão é ligado ao governo estadual, assim como a Sabesp.
Os planos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é ter o volume morto da Barragem Biritiba, uma das cinco represas que formam o Sistema Produtor Alto Tietê, disponível para utilização em uma semana. No entanto, as obras para captar água da reserva técnica sequer foram aprovadas pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).
São Paulo atravessa uma de suas piores crises hídricas da história. Não fosse a captação do volume morto, o sistema Cantareira, da SABESP - que atende a 9.8 Milhões de paulistas sendo que 8.4 Milhões só na Capital - não teria água para abastecer a Grande São Paulo. Um ano atrás, o volume armazenado ítul era de 55%, hoje é de 18%, sendo todo ele representado pelo volume morto.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Antônio Carlos Mathias Coltro, autorizou nesta terça feira, 22, a veiculação de publicidade da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
As notícias sobre a crise de abastecimento de água em São Paulo não são boas: “Sem volume morto, Cantareira já estaria sem água neste sábado (12/7)”, “Mesmo com chuva no Cantareira, nível continua caindo” e “Cinco represas do Alto Tietê chegam ao menor nível dos últimos dez anos”
Uma equipe da Eletropaulo que realizava serviços de manutenção danificou uma rede de distribuição da Sabesp e vazamento de água na praça da Bandeira, região central de São Paulo, na madrugada desta terça-feira.
Dois meses após iniciar o bombeamento do "volume morto" no sistema Cantareira, a Sabesp pediu para bombear mais 100 bilhões de litros da reserva, situada abaixo da captação das represas.
Depois de quase secar o Cantareira, maior reservatório de água da Grande São Paulo, a estiagem vivida em todo o Estado desde o fim do ano passado traz consequências duras para o segundo maior reservatório da região, o sistema Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de pessoas na capital paulista e em outros 9 municípios da região metropolitana. Até ontem, a capacidade do Alto Tietê marcava 23,4%, mais de 20 pontos percentuais a menos que os 46,3% registrados no início deste ano.
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo conta apenas com o volume morto do sistema, a chamada reserva técnica.