Um país dividido pelo esgoto
Marco do Saneamento deu um salto institucional e desencadeou investimentos. Mas o ranking do Trata Brasil mostra que falta replicar a experiência das ilhas de excelência nos bolsões de atraso.
Marco do Saneamento deu um salto institucional e desencadeou investimentos. Mas o ranking do Trata Brasil mostra que falta replicar a experiência das ilhas de excelência nos bolsões de atraso.
Reforço de duas ETEs elevou tratamento de esgoto na cidade do Norte catarinense
Mais de 30 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável, e cerca de 90 milhões dos cidadãos do país não possuem coleta de esgoto.
Na última semana, o Instituto Trata Brasil, em parceria com GO Associados, publicou a 18ª edição do Ranking do Saneamento com foco nos 100 municípios mais populosos do Brasil.
Seis anos após a sanção do Marco Legal do Saneamento Básico, apenas 11 das 100 maiores cidades do país alcançaram a universalização dos serviços de água e esgoto, evidenciando um cenário ainda desafiador e marcado por profundas desigualdades na infraestrutura básica.
Os serviços de tratamento de esgoto avançam mais devagar. Em comparação, ficam atrás dos serviços de tratamento de água e de coleta de esgoto.
Dados mais recentes do setor indicam que investimento médio ainda está longe do patamar estimado para garantir acesso universal a água tratada e coleta de esgoto no país.
Em janeiro e fevereiro, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) coletou e tratou 80,6 bilhões de litros de esgoto nas cidades em que administra o sistema de saneamento.
Meta de 90% de coleta até 2033 depende da conexão dos imóveis, etapa que, embora não dependa diretamente das operadoras, é decisiva para a universalização
Mesmo com novo marco, saneamento universal avança lentamente e pressiona saúde pública, meio ambiente e infraestrutura urbana. O Marco Legal do Saneamento define metas importantes para o Brasil: até 2033, 99% da população deve ter acesso à água potável e 90% deve contar com coleta e tratamento de esgoto.