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Esgoto Orla Rio de Janeiro

Menos esgoto in natura na orla do Rio de Janeiro

Esgoto Orla Rio de Janeiro

Por João Lara Mesquita

Uma das grandes vergonhas do Brasil é a falta de saneamento básico. Segundo o Instituto Trata Brasil 32 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável. Mais de 90 milhões vivem sem coleta de esgoto.

Apenas 52,2% do esgoto gerado recebe tratamento. O País também perde 37,8% da água nos sistemas de distribuição. Esse volume nunca chega de forma oficial às casas brasileiras. Assim, saber que diminuiu o esgoto in natura na orla do Rio de Janeiro é motivo de comemoração.

A Águas do Rio, vencedora da licitação do saneamento no Estado, anunciou uma queda drástica no despejo de esgoto no mar. Só em São Conrado, a redução chega a 5 bilhões de litros por ano. Como resultado, a praia bateu recorde de balneabilidade em 2025.

Desde novembro de 2021 a Águas do Rio intensificou as fiscalizações para coibir o despejo irregular de esgoto nas redes de água de chuva que deságuam no mar.

Com esse trabalho, mais de 120 piscinas olímpicas de esgoto — o equivalente a 300 milhões de litros de poluentes — deixaram de chegar às redes pluviais, canais e praias.

R$ 22,7 bilhões de reais para os cofre públicos do Estado

Quando aconteceu a privatização no Rio escrevemos que a concessão no Rio de Janeiro gerou nada menos que R$ 22,7 bilhões de reais, o que nos faz acreditar que, se houver também um esforço em educação ambiental, até mesmo a Baía de Guanabara alcance enfim a sua despoluição.

Emissário submarino de Ipanema não era limpo havia 52 anos!

Uma das grandes ações da Águas do Rio foi a desobstrução do Interceptor Oceânico, túnel de 9 km de extensão responsável por coletar grande parte do esgoto da Zona Sul, e direcioná-lo para o Emissário Submarino de Ipanema. Após 52 anos sem limpeza e manutenção, cerca de 3 mil toneladas de resíduos foram removidas. Isso permitiu que o coletor operasse em sua capacidade máxima contribuindo para a melhoria da qualidade das praias, como a do Flamengo.

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Pela primeira vez em muitos e muitos anos, há esperanças de boa saúde para nosso mais emblemático cartão postal, a Baía de Guanabara e a orla do Rio de Janeiro. Ainda vai demorar, e exigirá atenção do governo e da população quanto ao cumprimento dos prazos por parte da empresa. Mas estamos no rumo correto.

Fonte: MSF.

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