Orizon transforma lixo em biometano e reduz emissões em até 90%
Dos mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos produzidos no Brasil em 2025, cerca de 40% tiveram destinação inadequada.
Dos mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos produzidos no Brasil em 2025, cerca de 40% tiveram destinação inadequada.
Brasília, 27 de maio de 2026 – O Programa Nacional do Metano Zero (MetanoZero), atualmente em tramitação no Senado Federal sob o Projeto de Lei (PL) nº 3.311/2025, passou a integrar oficialmente o Plano Nacional de Transição Energética (PLANTE). O programa do governo federal foi criado para coordenar a transição do Brasil rumo a uma matriz energética mais limpa, sustentável e de baixa emissão de carbono.
Durante décadas, debater a infraestrutura brasileira significava concentrar atenções na matriz energética, na malha rodoviária ou na eficiência logística de portos e aeroportos. O saneamento básico – o acesso à água tratada e a gestão de efluentes – permanecia relegado a uma pauta operacional de baixa visibilidade técnica.
No dia 17 de maio de 2026, foi celebrado o Dia Mundial da Reciclagem. A data deveria servir não apenas para campanhas institucionais e discursos protocolares, mas principalmente para uma profunda reflexão sobre a realidade brasileira na gestão de resíduos sólidos e no reaproveitamento de materiais recicláveis.
Cerca de 30% das embalagens plásticas que usamos no dia a dia não são recicladas e acabam como rejeito em aterros sanitários por sua composição mista – os laminados de embalagens de salgadinhos, café e sachês, por exemplo.
Vivemos em uma sociedade marcada pelo consumo crescente. Nas últimas décadas, a expansão da produção industrial, da urbanização e do consumo de bens ampliou significativamente a geração de resíduos sólidos em todo o mundo.
Todos os dias cada pessoa gera em média um quilo de resíduos no planeta, é o que revela o relatório What a Waste, do Banco Mundial, que monitora a produção global de resíduos.
Reciclar é importante. E também necessário. No entanto, especialistas alertam que apenas separar resíduos não será suficiente para reduzir os impactos da crise climática. Nem da degradação ambiental.
Os sistemas híbridos representam a fronteira mais atual do planejamento de saneamento — e entender como funcionam na prática exige ir além da definição formal.
Especialista em limpeza urbana, Osmário Ferreira fala sobre educação ambiental, economia circular e os caminhos para cidades como Ribeirão Preto avançarem na gestão de resíduos