Com chuvas, reservatórios que abastecem a região ganham 142 bilhões de litros de água
Influenciado pelo El Niño, cenário climático ajuda no nível dos mananciais; Rio Grande alcança 92,2% e Cantareira 40,1% do volume
Influenciado pelo El Niño, cenário climático ajuda no nível dos mananciais; Rio Grande alcança 92,2% e Cantareira 40,1% do volume
A primavera deve começar com um cenário de atenção para o setor elétrico. A Tempo OK prevê chuvas irregulares durante a estação, com volumes acima da média em parte do Sul e do Sudeste, mas precipitações insuficientes em áreas relevantes para os reservatórios do SIN (Sistema Interligado Nacional).
O fenômeno El Niño tem intensificado os impactos das mudanças climáticas em todo o território nacional, evidenciando a urgência de adaptações na infraestrutura básica.
Cerca de R$ 300 milhões teriam sido gastos pelo governo federal em dragagens emergenciais nas hidrovias da Amazônia nos últimos três anos. O problema, segundo armadores e operadores logísticos da região. É que boa parte dessas intervenções chegou tarde demais, quando a seca já havia produzido seus efeitos mais severos e os rios começavam a recuperar seus níveis. Agora, em ano de super El Niño, o setor teme a repetição desse roteiro.
A Agência Nacional de Águas (ANA) informou que manterá o Sistema Cantareira operando na Faixa 2 - Atenção durante todo o mês de junho. A medida impõe restrições à captação de água dos rios e reservatórios durante o período seco, que vai até novembro.
A Amazônia vive nos últimos meses um drama multifacetado, mostrando as dificuldades das populações diante de desafios de diferentes origens.
O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais responsáveis pelo monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo.
O aquecimento anormal das águas do Pacífico na região costeira do Peru causou as maiores chuvas em décadas, paralisando boa parte do país, após deslizamentos de terra e enchentes de rios.
Desde o início do mês de novembro, a capital da Bolívia, La Paz, enfrenta uma grave falta d'água - o desabastecimento e o racionamento afetam diretamente mais de 100 bairros e cerca de 340 mil pessoas, segundo o jornal americano "The New York Times".
Conforme o gerente de hidrologia e gestão territorial do Serviço Geológico do Brasil (CPRM ),