Por que o Brasil está longe da universalização do saneamento?
Uma das fragilidades do sistema brasileiro é o desperdício: cerca de 40% da água captada nos mananciais se perde antes de chegar à população
Uma das fragilidades do sistema brasileiro é o desperdício: cerca de 40% da água captada nos mananciais se perde antes de chegar à população
Os serviços de tratamento de esgoto avançam mais devagar. Em comparação, ficam atrás dos serviços de tratamento de água e de coleta de esgoto.
O Marco Legal do Saneamento define metas importantes para o Brasil: até 2033, 99% da população deve ter acesso à água potável e 90% deve contar com coleta e tratamento de esgoto.
Em janeiro e fevereiro, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) coletou e tratou 80,6 bilhões de litros de esgoto nas cidades em que administra o sistema de saneamento.
A ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) iniciou as discussões para criar uma nova norma de referência para drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, considerada a área mais atrasada do setor de saneamento.
A sete anos do prazo para universalização do saneamento básico, o Brasil ainda está distante das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento Básico.
Segundo dados do Instituto Trata Brasil, o país desperdiça 40,3% de toda a água tratada antes de ela chegar ao consumidor, o equivalente a 5,8 bilhões de metros cúbicos por ano, volume suficiente para abastecer aproximadamente 50 milhões de pessoas.
O estudo compõe a 17ª edição do Ranking do Saneamento e destaca os 20 melhores entre os 100 municípios mais populosos do país.
Acesso a sistemas formais de água recuou 0,5 ponto percentual. Cinco anos após o Marco Legal do Saneamento Básico entrar em vigor, o país não apresentou uma evolução significativa nos indicadores de saneamento básico.
O Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras, totalizando 5,8 bilhões de m³ por ano, suficiente para abastecer 50 milhões de pessoas.