Lodo vira alternativa para a fertilização dos solos
Produto tornou-se insumo para fabricar biofertilizantes, dada sua alta densidade de matéria orgânica e nutrientes.
Produto tornou-se insumo para fabricar biofertilizantes, dada sua alta densidade de matéria orgânica e nutrientes.
A operação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) está diretamente condicionada à manutenção de sua capacidade hidráulica efetiva que, ao longo do tempo, progressivamente é comprometida pelo acúmulo de lodo nas unidades de tratamento. Tal fenômeno representa uma das principais causas de perda de eficiência, especialmente em sistemas baseados em lagoas de estabilização e reatores biológicos de grande volume.
A geração de lodo é uma consequência inevitável dos processos de tratamento de água e esgoto. Esse resíduo é formado principalmente por sólidos suspensos removidos durante as etapas físico-químicas ou biológicas do tratamento, apresentando, em geral, elevado teor de umidade. Em muitos casos, o lodo recém-gerado possui mais de 95% de água, o que implica em grandes volumes a serem armazenados, transportados e destinados adequadamente.
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Na grande maioria das estações de tratamento de esgoto (ETEs), o lodo biológico é o resíduo sólido gerado em maior quantidade, sendo responsável por um dos maiores custos operacionais, devido principalmente aos serviços de transporte e destinação do material.
A disposição final do lodo de esgoto pode ser viável na recuperação da fertilidade do solo agrícola devido principalmente ao aporte de carbono e nitrogênio orgânico. Por outro lado, fontes de fósforo de menor solubilidade, como os fosfatos naturais, têm sido empregadas como alternativa aos fertilizantes fosfatados solúveis.
A gestão de resíduos, em especial ao lodo de esgoto é de extrema importância com vistas ao desenvolvimento sustentável. Contudo o estudo da dinâmica dos íons presentes no lodo do esgoto ao longo do perfil do solo é de grande relevância para nos fornecer parâmetros úteis que nos permitam estabelecer a relação entre dose e impacto ambiental.
As lutas do Rio com lodo ilustram graficamente os problemas de água, energia e resíduos interligados que enfrentam as cidades em expansão do mundo, que já possuem mais de metade da humanidade. À medida que essas cidades continuam a crescer, elas gerarão um aumento de 55% na demanda global por água até 2050 e enfatizam a capacidade dos sistemas de gerenciamento de águas residuais.
Workshop Gestão de Lodo e Economia Circular com os especialistas em Secagem de Lodo, Diego Rivelli e Pedro Amaral.
A geração de resíduos é um deles. Presente na vida de sete milhões de brasileiros, a Iguá Saneamento já realiza uma série de projetos para transformar essa realidade.