Saneamento reduz poluição dos rios da Grande SP
Os rios Tietê e Pinheiros cruzam São Paulo e são alimentados por córregos e afluentes. Ambos estão poluídos há décadas, principalmente devido ao esgoto in natura despejado diariamente em seus leitos.
Os rios Tietê e Pinheiros cruzam São Paulo e são alimentados por córregos e afluentes. Ambos estão poluídos há décadas, principalmente devido ao esgoto in natura despejado diariamente em seus leitos.
Considerado o principal afluente do Tietê, o canal do Rio Pinheiros tem enfrentado problemas históricos com esgoto clandestino, carga orgânica elevada e toneladas de lixo, por cerca dos 25 quilômetros que percorre pela cidade de São Paulo.
O Governo de São Paulo informou que cerca de 3 milhões de pessoas passaram a ter acesso a saneamento básico. Além disso, outras 2 milhões receberam abastecimento de água potável desde a desestatização da Sabesp, concluída em 2024.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou a Sabesp em mais de R$ 2,5 milhões. A penalidade ocorreu pelo despejo irregular de esgoto nos rios Tietê e Pinheiros e na Represa Billings.
Apenas o Córrego Água Limpa, o Rio Piraí e o Córrego do Balainho obtiveram boa avaliação. Levantamento coordenado pela organização SOS Mata Atlântica sobre a qualidade da água dos rios da Mata Atlântica, divulgado ontem.
Até março, a companhia intensifica sua operação de bombeamento e escoamento da água do Rio Pinheiros para apoiar o controle de enchentes na Região Metropolitana.
Quase 44 mil toneladas de lixo foram retiradas ao longo dos 25 quilômetros do Rio Pinheiros no ano passado, segundo a Secretaria de Meio Ambiente do governo de São Paulo.
“Foi um negócio pequeno, mas muito estratégico”. Foi assim que Carlos Piani, CEO da Sabesp, definiu a compra do controle da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), anunciada neste domingo (5), em um negócio de R$ 1,1 bilhão.
O governo do estado de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfrenta forte reação após a Sabesp despejar esgoto sem tratamento no Rio Tietê, no trecho da Marginal Tietê, como ação emergencial para acessar tubulação danificada a 18 metros de profundidade.
Em 2022, 107,9 mil pessoas moravam em residências sem coleta de esgoto na região da Bacia do Rio Pinheiro, em São Paulo. Em relação à água tratada, 19,8 mil pessoas ainda não tinham acesso.