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Despejo Esgoto Rio Tietê

Despejo de esgoto in natura no Tietê: escândalo revela risco ambiental

Despejo Esgoto Rio Tietê

O governo do estado de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfrenta forte reação após a Sabesp despejar esgoto sem tratamento no Rio Tietê, no trecho da Marginal Tietê, como ação emergencial para acessar tubulação danificada a 18 metros de profundidade.

O governador minimizou a operação, classificando o despejo como “efeito colateral horrível, mas necessário”. Também há denúncias comprovadas com o mesmo problema de poluição nas represas Guarapiranga e Billings e Rio Pinheiros e outros córregos, sem nenhuma fiscalização permanente.

Fontes da ‘TV Globo’ estimam que cerca de 216 milhões de litros por dia de esgoto bruto foram lançados diretamente no córrego Mandaqui, que deságua no Rio Tietê —o equivalente a 86 piscinas olímpicas diárias. Especialistas, como o engenheiro Amauri Pollachi (30 anos na Sabesp), afirmam que isso pode configurar crime ambiental.

A CETESB notificou a companhia e exigiu esclarecimentos em até 72 horas. A Sabesp, por sua vez, apresentou um plano emergencial com tubulação suspensa e redirecionamento para a Estação de Tratamento de Barueri, com previsão de reparos em 45 dias — mas sem garantir que o despejo não volte se houver novo risco técnico.

Esses fatos revelam não apenas falhas operacionais, mas os riscos decorrentes da privatização da Sabesp, concluída sob governo Tarcísio. As denúncias se acumulam contra a privatização como montagem artificial de ganhos extraordinários para o mercado financeiro. O investidor Roberto Nemr, da Kipuinvest, caracterizou o processo como uma “Black Friday fora de época do tio Tarcísio”, com ações vendidas por R$ 67, muito abaixo do valor médio na B3 (R$ 83), gerando “presente” de R$ 3 bilhões ao mercado.

Despejo Esgoto Rio Tietê

Críticos, como o vereador Hélio Rodrigues (PT), protocolaram denúncia no Ministério Público alegando crime ambiental e desvios flagrantes de interesse público. A representação cita descaso, falta de transparência e potencial violação de leis ambientais e constitucionais.

A privatização que prometia eficiência e investimentos resultou em risco sanitário imediato.

Fonte: Gazeta.

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