Sabesp já retirou 1/4 do volume morto
Em 35 dias consecutivos de captação de água, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já retirou 26% dos 182,5 bilhões de litros do chamado volume morto do Sistema Cantareira.
Em 35 dias consecutivos de captação de água, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já retirou 26% dos 182,5 bilhões de litros do chamado volume morto do Sistema Cantareira.
Na tentativa de evitar o racionamento de água oficial na Grande São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já gastou cerca de 160 milhões de reais com obras para suprir a histórica crise de estiagem do Sistema Cantareira.
Um convênio entre a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Prefeitura de Santa Isabel foi firmado ontem e, a partir de agora, a concessão dos serviços de saneamento de abastecimento de água e tratamento do esgoto será realizada pela estatal. A expectativa de investimentos é de R$ 125 milhões e vai garantir água de qualidade para todos os isabelenses.
Um convênio entre a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Prefeitura de Santa Isabel foi firmado ontem e, a partir de agora, a concessão dos serviços de saneamento de abastecimento de água e tratamento do esgoto será realizada pela estatal. A expectativa de investimentos é de R$ 125 milhões e vai garantir água de qualidade para todos os isabelenses.
O comitê anticrise que monitora o Sistema Cantareira rejeitou, pela segunda vez, o plano de contingência apresentado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para operar o manancial pelos próximos cinco meses. Ao mesmo tempo, os órgãos reguladores decidiram reduzir em 8,4% a vazão máxima que a empresa pode retirar das represas para abastecer, hoje, cerca de 7,3 milhões de habitantes da Grande São Paulo.
Mesmo privilegiado por possuir pouco mais dos 10% da água doce encontrada no planeta, o Brasil enfrentará desafios para assegurar o abastecimento contínuo do insumo ao longo dos próximos anos. Grande parte das reservas disponíveis de água está concentrada na Bacia Amazônia, enquanto em regiões metropolitanas do Sudeste e Nordeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, algumas áreas apresentam escassez. Nesse contexto, ganha relevância a gestão das redes e a redução das perdas.
Enquanto a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mantém o discurso de que o volume de água atual dos sistemas Cantareira e Alto Tietê é suficiente para durar até março e de que as chuvas a partir de outubro normalizarão os dois reservatórios, especialistas alertam para uma realidade bem menos otimista. Chefe do Departamento de Recursos Hídricos da Universidade de Campinas (Unicamp), Antônio Carlos Zuffo calcula em no máximo 100 o número de dias em que as 30 milhões de pessoas dependentes dos sistemas se verão completamente sem abastecimento caso medidas concretas não sejam tomadas para mudar a situação atual.
Desde 1995, a Sabesp investiu R$ 9,3 bilhões em infraestrutura de abastecimento na região metropolitana de São Paulo, ampliando a capacidade de produção de 57,6 mil para 73,2 mil litros por segundo - aumento que, sozinho, atenderia Salvador e Fortaleza. Além de diversas obras para ampliar o abastecimento hídrico no Estado, a concessionária atua na gestão das perdas da sua rede, cuja extensão atinge 57 mil quilômetros, equivalente a uma vez e meia a circunferência terrestre.
A Sabesp entregou um plano de contingência para o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) na última sexta-feira, dia 20 de junho. Procurada, a companhia afirma que “não comenta o assunto do plano de contingência” e não dá explicações sobre o teor do documento.
A Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos informou, em nota, que as projeções da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) indicam que o Sistema Alto Tietê "tem água suficiente para garantir o abastecimento até a próxima estação chuvosa". Segundo a pasta, essa garantia se deve aos "investimentos feitos pela empresa e à ampla adesão à campanha de uso racional da água, em que 91% da população da Região Metropolitana de São Paulo reduziu seu consumo".