Ministério do Meio Ambiente avalia questão hídrica no semiárido
Objetivo é aprimorar ações desenvolvidas na região e tratar o assunto de maneira articulada e permanente.
Objetivo é aprimorar ações desenvolvidas na região e tratar o assunto de maneira articulada e permanente.
O Instituto Nacional do Semiárido (Insa), de Campina Grande, anunciou ter comprovado através de pesquisa científica a viabilidade do reúso da água de esgoto doméstico como adubo líquido, tanto para melhorar a fertilidade do solo em zonas semiáridas como para diminuir o estresse hídrico e restaurar áreas degradadas nas regiões mais castigadas pela seca.
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome lançou hoje (31) a segunda etapa da parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para implantação de tecnologias sociais de acesso à água para produção na região do semiárido brasileiro.
No ano passado, o governo federal, em parceria com organizações da sociedade, entregou 53,5 mil tecnologias sociais de armazenamento de água da chuva para produção. Com baixo custo e simples implantação e manutenção, as cisternas podem ser do tipo calçadão e de enxurrada, além de barragens subterrâneas e barreiros trincheira, entre outros modelos, com capacidade de no mínimo 52 mil litros de água.
“O programa é novo. Nossa ideia é chegar a 10 mil cisternas em três anos, mas acredito que alcançaremos este número antes”, afirmou Tereza Campello.
Desse total, apenas 243 cidades (21%) usam a coleta. O Semiárido cearense apresenta o maior número de sedes municipais atendidas por sistema de esgoto: são 68 de 150 (45%). Já o Piauí tem o menor número de áreas urbanas beneficiadas: apenas 5 municípios de 128 (4%).
Há cerca de dois anos, a Bahia viveu a pior seca dos últimos 60 anos, com efeitos drásticos para o setor agropecuário e na qualidade de vida dos moradores do bioma do semiárido. No entanto, graças aos investimentos realizados em municípios desta região, esses efeitos não foram muito piores. O bioma inclui 265 municípios do estado, de um total de 417.
Durante visita ao município de Feira de Santana (BA) nesta terça-feira (29), a presidenta Dilma Rousseff anunciou mais recursos para ações de enfrentamento aos efeitos da estiagem na região do Semiárido.
Nesta segunda-feira (17), quatro ordens de serviço foram assinadas pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para ampliar o acesso à água em áreas rurais no semiárido pernambucano. Durante o evento, o gestor, Elmo Vaz, formalizou a posse do novo superintendente regional da Companhia em Petrolina, João Bosco Lacerda de Alencar.
A seca que há dois anos assola o Semiárido nordestino (ainda) não chegou a Fortaleza. Enquanto no interior do Ceará dezenas de municípios sofrem com o desabastecimento e a falta de acesso à agua, na Capital não são raras as situações em que se é possível flagrar o uso abusivo da água. Segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Fortaleza tem o seu abastecimento garantido por, pelo menos, dois anos. Especialistas, no entanto, alertam: mesmo entre os que não sentem os efeitos da seca, é necessário evitar o desperdício.