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Nível dos reservatórios de água na Grande SP chega a 35,3%

Cantareira, responsável por abastecer 9 milhões de pessoas, opera com 23,4% da capacidade; Estado tem plano de contingência.

O “volume útil” dos reservatórios de água que abastecem a região metropolitana de São Paulo atingiu 35,3% nesta 2ª feira (2.fev.2026), alta de 2,0 pontos percentuais em relação ao registrado na 2ª feira anterior (26.jan), quando o índice era de 33,3%. O nível chegou ao pico de 36,6% em 31 de janeiro, depois de uma sequência de chuvas, e passou por oscilações nos dias seguintes. Ainda assim, o sistema segue acima da marca de 30%, superada pela 1ª vez em 20 de janeiro de 2026, depois de mais de 3 meses abaixo desse patamar.

Em 24 de outubro, quando a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) lançou um plano de contingência para reduzir o consumo de água, o SIM (Sistema Integrado Metropolitano) registrava nível de 28,7% do volume útil.

SISTEMA CANTAREIRA

O Cantareira, principal manancial da região metropolitana de São Paulo e responsável pelo abastecimento de cerca de 9 milhões de pessoas, opera com 23,4%. O sistema caiu abaixo dos 20% em 8 de janeiro de 2026 e voltou a ultrapassar o patamar em 18 de janeiro de 2026, quando atingiu 20,2%. Quando a agência lançou o plano, o nível estava em 24,2%. Desde o lançamento do plano, a medida de contingência continua na “faixa 3”. Nesse status, a Sabesp, empresa de abastecimento privatizada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em julho de 2024, reduz a pressão da água por 10 horas ao dia. A elevação para 12 horas vai ser adotada se o nível do sistema integrado ficar abaixo de 22,6%.

Desde o lançamento do plano, a medida de contingência continua na “faixa 3”. Nesse status, a Sabesp, empresa de abastecimento privatizada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em julho de 2024, reduz a pressão da água por 10 horas ao dia. A elevação para 12 horas será adotada se o nível do sistema integrado ficar abaixo de 22,6%.

O “volume útil” é a diferença entre o volume total e o “volume morto”, que fica abaixo do ponto de captação normal e de onde a água só pode ser retirada por bombeamento.

As faixas do plano de contingência de São Paulo não são fixas. Elas são alteradas a partir de uma avaliação geral do comportamento do sistema integrado. Eis os atuais limites:

  • Faixa 1 (abaixo de 46,84%) – Revisão das transposições de bacia e reforço das campanhas de uso consciente da água;
  • Faixa 2 (abaixo de 40,84%) – Redução da pressão na rede de abastecimento por 8 horas noturnas;
  • Faixa 3 (abaixo de 34,84%) – Redução de pressão por 10 horas;
  • Faixa 4 (abaixo de 28,84%) – Redução de pressão por 12 horas;
  • Faixa 5 (abaixo de 22,84%) – Redução de pressão por 14 horas;
  • Faixa 6 (abaixo de 12,84%) – Redução de pressão por 16 horas, instalação de bombas para captar o “volume morto” e ligações emergenciais em hospitais, clínicas de hemodiálise, presídios e postos de bombeiros;
  • Faixa 7 (abaixo de 2,84%) – Rodízio no abastecimento.

A troca de faixa –com aumento do tempo de redução da pressão– só é feita quando o nível se mantém abaixo do limite por 7 dias consecutivos. Para relaxar a medida e voltar a uma faixa anterior, com a diminuição mais branda do tempo de redução de pressão, é preciso que o nível se mantenha acima do limite 14 dias consecutivos.

Fonte: Poder 360


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