saneamento basico
“Cheiro de mofo” moradores reclamam da qualidade da água no interior

“Cheiro de mofo”: moradores reclamam da qualidade da água no interior

Reclamações abrangem cidades como Campinas, Limeira, Hortolândia, Paulínia e Monte Mor; companhia afirma que água é segura para consumo.

Moradores de diferentes cidades da região de Campinas têm relatado alterações na água distribuída pela Sabesp nos últimos dias. As reclamações são, principalmente, sobre o cheiro e o gosto da água.

Entre as queixas ouvidas e consultadas pelo Metrópoles havia relatos de sabor incomum, odor forte e até cheiro de mofo, o que tem gerado desconfiança e mudanças na rotina dos consumidores.

A empreendedora Adriane Silva, que mora no bairro Vista Alegre, em Limeira, relatou à reportagem que o cheiro da água já está diferente há alguns dias, mas que nesta quarta-feira (22/4), o sentiu ainda mais forte. Ela também afirmou que outros moradores da cidade têm feito relatos similares.

“Tenho filtro de barro e, mesmo assim, filtrando a água da torneira, está ruim para consumo. Após beber a água, a garganta fica com ardência”, afirmou Adriane.
A arquiteta Mayara Bertussi, moradora do bairro Serra Azul, em Paulínia, fez reclamações similares. Ao Metrópoles, ela também relatou “cheiro muito forte de mofo” há cerca de uma semana. “A água para beber também fica com gosto de mofo”, acrescentou.

Ainda segundo Mayara, as alterações têm atrapalhado na realização de tarefas do dia a dia, como a lavagem de roupas. Ela relatou que roupas e toalhas ficam com o mesmo cheiro forte do líquido fornecido.

A moradora afirmou que tentou entrar em contato com a Sabesp por meio do Instagram. A empresa teria aberto um protocolo e afirmado que iria averiguar o caso.

Nas redes sociais da empresa, dezenas de comentários trazem queixas no mesmo estilo em outras cidades da região, como Hortolândia e Monte Mor.

Sabesp afirma que água é segura

Em nota enviada ao Metrópoles, a Sabesp defendeu que, apesar de eventuais variações no cheiro e no sabor da água, o consumo permanece sendo seguro.

“A Sabesp informa que, devido às características de cada manancial, podem ocorrer variações naturais no gosto e no cheiro, o que não interfere na potabilidade e na segurança da água fornecida. A Sabesp monitora todo o sistema de abastecimento e realiza mais de 170 mil análises mensais, cumprindo rigorosamente os parâmetros de qualidade do Ministério da Saúde”, diz o comunicado.

Por fim a empresa, privatizada em julho de 2024, também afirmou que “todas as ocorrências registradas nos canais oficiais da companhia estão sendo verificadas in loco”.

Fonte: Metropoles


Últimas Notícias:
O Mar Não é Estação de Tratamento O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Mar Não é Estação de Tratamento: O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Brasil está diante de uma decisão ambiental de enorme relevância, embora ainda pouco percebida pela sociedade: a revisão da Resolução Conama nº 430/2011, norma que estabelece as condições e padrões para o lançamento de efluentes em corpos hídricos. O que pode parecer um debate técnico restrito a especialistas, na verdade, impacta diretamente a qualidade de nossos rios, estuários, baías, manguezais, zonas costeiras e oceanos. Em outras palavras, afeta a saúde ecológica do país e, por consequência, a da população.

Leia mais »
Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Os investimentos em saneamento básico na Baixada Santista serão cinco vezes maior após a desestatização da Sabesp promovida pelo Governo de São Paulo. Serão R$ 8,1 bilhões em investimentos de 2026 até 2029 (média de R$ 2 bilhões por ano) para resolver desafios estruturais no abastecimento de água e esgoto. Além disso, R$ 2,43 bilhões já foram aplicados entre 2024 e 2025. Antes da desestatização, a média anual de investimentos foi de R$ 400 milhões por ano entre 2017 e 2024.

Leia mais »