saneamento basico
Saneamento Básico Pauta Universal

Impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos do País e atuação da ANA no tema são abordados em painel com especialistas

Mudanças Climáticas Recursos Hídricos

Na manhã da quarta-feira, 7 de maio, em João Pessoa (PB), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) debateu a temática das mudanças climáticas e seus impactos sobre os recursos hídricos.

Representada pelo coordenador de Mudança do Clima, Saulo Aires, a ANA participou das discussões do painel Mudanças Climáticas: Adaptação, Resiliência e Controle de Riscos durante a programação do 2º Fórum Brasil das Águas – moderado pela superintendente de Estudos Hídricos e Socioeconômicos da Agência, Ana Paula Fioreze.

O painel foi promovido para discutir os impactos da mudança do clima sobre a água, apresentar cenários futuros e debater estratégias de adaptação e gestão de risco climático. Além disso, o debate abordou os impactos da mudança climática na oferta e demanda de água e na ocorrência de extremos hidrológicos – secas e inundações – e como esse cenário ameaça a segurança hídrica nas diferentes regiões e setores usuários de recursos hídricos.

LEIA TAMBÉM: COP30: no coração da Amazônia, a falta de saneamento persiste

As discussões também levantaram as prioridades para adaptação, com foco no Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA) e sua relação com planos de recursos hídricos, mas e o papel da governança e da ciência na construção de soluções resilientes no contexto de mudanças climáticas.

Saneamento

Então Aires fez uma fala com o tema Apresentação dos Impactos Projetados das Mudanças Climáticas sobre os Recursos Hídricos no Brasil.

O coordenador apresentou diversas ações da ANA relacionadas às mudanças climáticas referentes ao monitoramento do clima no presente (como o Monitor de Secas), ao clima futuro (como o estudo Impacto da Mudança Climática nos Recursos Hídricos do Brasil), ao impacto e adaptação (Programa Produtor de Água), aos planos de recursos hídricos, à ciência e educação (capacitações), às ferramentas da Política Nacional de Recursos Hídricos, à gestão adaptativa e à criação da Coordenação de Mudança do Clima na estrutura institucional da autarquia.

LEIA TAMBÉM: Cosan amplia presença no mercado de gás natural

Saulo também tratou de eventos extremos recordes no Brasil e no mundo, como as secas e inundações recorrentes na Amazônia entre 2005 e 2024, assim como secas no Sul e a enchente histórica de 2024 no Rio Grande do Sul. Mas além disso, o coordenador apresentou a linha do tempo das mudanças climáticas na ANA e a relação entre o tema e a gestão de recursos hídricos especialmente com foco nos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos. O servidor falou, ainda, sobre a correlação entre os planos de recursos hídricos e os planos de mudança do clima.

Mudanças Climáticas Recursos Hídricos

Saulo Aires apresentou um panorama dos estudos de mudança climática nos recursos hídricos, como o Impacto da Mudança Climática nos Recursos Hídricos do Brasil, e indicadores de risco a secas e inundações. O servidor da ANA pontuou, ainda, resultados de estudos que indicam riscos a setores usuários de água, como abastecimento, indústria, energia e agricultura irrigada.

Portanto também participou do painel a diretora do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Iara Giacomini, que tratou das atualizações sobre o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima e estratégias de adaptação para o setor hídrico.

Em suma o presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), Eduardo Sávio, abordou no painel as vulnerabilidades e desafios para a segurança hídrica e os arranjos de governança. Já o gerente de Hidrometeorologia e Eventos Extremos da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA/PB), Alexandre Magno de Medeiros, fez apresentação com foco no Sistema Estadual de Informações de Riscos Agrohidroclimáticos (SEIRA), que fica a cargo da instituição paraibana.

Fonte: GOV.

Últimas Notícias:
El Niño Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

El Niño: Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

Cerca de R$ 300 milhões teriam sido gastos pelo governo federal em dragagens emergenciais nas hidrovias da Amazônia nos últimos três anos. O problema, segundo armadores e operadores logísticos da região. É que boa parte dessas intervenções chegou tarde demais, quando a seca já havia produzido seus efeitos mais severos e os rios começavam a recuperar seus níveis. Agora, em ano de super El Niño, o setor teme a repetição desse roteiro.

Leia mais »
O Mar Não é Estação de Tratamento O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Mar Não é Estação de Tratamento: O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Brasil está diante de uma decisão ambiental de enorme relevância, embora ainda pouco percebida pela sociedade: a revisão da Resolução Conama nº 430/2011, norma que estabelece as condições e padrões para o lançamento de efluentes em corpos hídricos. O que pode parecer um debate técnico restrito a especialistas, na verdade, impacta diretamente a qualidade de nossos rios, estuários, baías, manguezais, zonas costeiras e oceanos. Em outras palavras, afeta a saúde ecológica do país e, por consequência, a da população.

Leia mais »
Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Os investimentos em saneamento básico na Baixada Santista serão cinco vezes maior após a desestatização da Sabesp promovida pelo Governo de São Paulo. Serão R$ 8,1 bilhões em investimentos de 2026 até 2029 (média de R$ 2 bilhões por ano) para resolver desafios estruturais no abastecimento de água e esgoto. Além disso, R$ 2,43 bilhões já foram aplicados entre 2024 e 2025. Antes da desestatização, a média anual de investimentos foi de R$ 400 milhões por ano entre 2017 e 2024.

Leia mais »