saneamento basico
Nível da água em SP mantém queda 1 mês após plano de contingência

Nível da água em SP mantém queda 1 mês após plano de contingência

 O volume útil dos reservatórios do sistema integrado caiu de 28,7% em 24 de outubro para 26,6% em 24 de novembro. Além disso, as equipes têm reduzido a pressão da água por 10 horas diárias.

Um mês depois da publicação de um plano para economizar água, o “volume útil” dos reservatórios da região metropolitana de São Paulo registrou queda.

Em 24 de outubro, quando a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) estipulou critérios para contenção do consumo, o nível do sistema integrado estava em 28,7%. Na segunda-feira (24.nov.2025), o nível estava em 26,6%.

A diminuição não mudou a medida de contingência, que continua na “faixa 3”. Nesse status, a Sabesp, empresa de abastecimento privatizada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em julho de 2024, continua reduzindo a pressão da água por 10 horas ao dia. Bem como, a Sabesp só adotará a elevação para 12 horas quando o nível do sistema integrado ficar abaixo de 25,8%.

Chamamos de “volume útil” a diferença entre o volume total e o “volume morto”, que fica abaixo do ponto de captação normal e só permite a retirada de água por bombeamento. Além disso, escassez atual é causada por falta de chuva. As quedas no nível do sistema integrado vêm sendo registradas desde abril e chegaram a seu pior nível em uma década.

Plano de Contingência em Ação

O plano de contingência de São Paulo define faixas específicas e determina as medidas que devem ser adotadas conforme o “volume útil” do sistema integrado:

  • Faixa 1 (abaixo de 43,8%) – Revisão das transposições de bacia e reforço das campanhas de uso consciente da água;
  • Faixa 2 (abaixo de 37,8%) – Diminuição da pressão na rede de abastecimento por 8 horas noturnas;
  • Faixa 3 (abaixo de 31,8%) – Redução de pressão por 10 horas;
  • Faixa 4 (abaixo de 25,8%) – Redução de pressão por 12 horas;
  • Faixa 5 (abaixo de 19,8%) – Redução de pressão por 14 horas;
  • Faixa 6 (abaixo de 9,8%) – Redução de pressão por 16 horas, instalação de bombas para captar o “volume morto” e ligações emergenciais em hospitais, clínicas de hemodiálise, presídios e postos de bombeiros;
  • Faixa 7 (nível zero) – Rodízio no abastecimento.

Um mês atrás, quando o plano de contingência foi adotado, o Sistema Cantareira – principal fonte de água da região metropolitana de São Paulo –, já tinha atingido seu menor nível em 9 anos. Em 24 de outubro, operava com 24,2% de seu “volume útil”. Ademais, o  nível agora está 21,6%. Seis dos 7 reservatórios que abastecem a região metropolitana registraram queda no período de 30 dias.

Portanto, além de reduzir a pressão da água nas torneiras, a Sabesp afirma que também atua contra os chamados “gatos”, conexões irregulares na rede de água e esgoto. O objetivo é evitar a repetição da crise de 2014 a 2016. Naquele período, a companhia precisou utilizar o “volume morto”, a água localizada abaixo do nível mínimo de captação convencional.

Fonte: Poder360


Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »