saneamento basico

Avaliação do uso de resíduo da indústria de papel e celulose na produção de argamassas

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Resumo

A construção civil é um dos setores que mais consome recursos naturais, e para suprir esta demanda, os estudos sobre o emprego de resíduos industriais e de demolição como matéria prima são pertinentes. Este estudo avalia o uso de resíduo da indústria de papel e celulose como substituição parcial do agregado miúdo na argamassa, propondo diferentes porcentagens de resíduo, a fim de observar as propriedades que o material confere às argamassas. Primeiramente, foi feita a coleta e a secagem do lodo proveniente de uma indústria que recicla papel para a confecção de papel cartão de alta gramatura. Foram realizados ensaios de caracterização dos materiais utilizados, e a seguir, quatro misturas de argamassa foram produzidas, com substituição do agregado miúdo pelo resíduo em 5%, 10% e 20%, e uma mistura de referência. No estado fresco, avaliou-se a consistência. No estado endurecido, foram avaliadas, aos 28 dias, a resistência à tração na flexão e à compressão e absorção de água por capilaridade. Nas misturas com 5% e 10% de resíduo observaram-se resultados semelhantes aos da argamassa de referência quanto à resistência à compressão e à tração. Nas misturas com 20% de substituição do agregado, os resultados foram inferiores à argamassa de referência. Quanto à absorção de água, os resultados para as argamassas com resíduo foram menores se comparados aos da argamassa de referência, em função das características do material, que resultou em argamassas com poros capilares de elevadas dimensões, dificultando a ascensão da água por capilaridade. Em suma, verificou-se possibilidade de utilização do resíduo em teores baixos, 5 e 10%.[/vc_column_text][vc_column_text]

Introdução

Com a expansão da produção fabril brasileira, a indústria de papel e celulose vem fabricando milhares de toneladas de papel todos os anos, e esta produção resulta em resíduos, líquidos ou sólidos. De acordo com a Associação Brasileira de Celulose e Papel (BRACELPA, 2016), a produção brasileira de papel e celulose no ano de 2013 chegou a 26 milhões de toneladas, das quais de 1% a 3,5% são perdidos no processo e se transformam em efluente da indústria (MACEDO, 2006). Como consequência, a preocupação ambiental com o destino destes efluentes é crescente.

Além disso, a busca por materiais alternativos que substituem a areia na produção de argamassas e concretos vem sendo tema de muitas pesquisas ao longo dos últimos anos, em virtude da escassez de areia natural de boa qualidade. Segundo a Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção, jazidas de extração localizadas a mais de 100 km do mercado consumidor são consideradas inviáveis economicamente. Sendo assim, é necessário buscar o agregado cada vez mais longe, encarecendo a produção final (LA SERNA; REZENDE, 2009).

O resíduo gerado pela da indústria de papel e celulose pode ser uma alternativa na produção de argamassa, substituindo parte do agregado miúdo, reduzindo a quantidade de resíduos depositados em aterros, e também amenizando a extração de areia natural. O material possui características apropriadas para reuso na construção civil devido, principalmente, ao grande volume gerado, pequena variação na composição química, grande quantidade de fibras provenientes da celulose, e por não ser considerado um resíduo perigoso (PAIVA, 2007).

A reutilização promove a diminuição do descarte de materiais com potenciais ainda desconhecidos, podendo resultar em características positivas às argamassas. Desta forma, este estudo tem a finalidade de avaliar propriedades físicas e mecânicas de argamassas com substituição parcial do agregado miúdo por resíduo de uma indústria de papel e celulose.[/vc_column_text][vc_column_text]

Autores: Giovana Pelisser; Crivian Pelisser e Patrícia Silveira Lovato.

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