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Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

O acesso ao saneamento básico adequado pode impactar diretamente a renda, a saúde e a qualidade de vida da população. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil. Moradores de regiões com acesso à água tratada e coleta de esgoto podem alcançar renda até duas vezes maior do que aqueles que vivem em áreas sem infraestrutura sanitária.

Os efeitos também aparecem na produtividade do trabalho, valorização imobiliária e fortalecimento da economia local. Em São Paulo, o Governo do Estado afirma ter ampliado investimentos no setor após a desestatização da Sabesp, com a meta de antecipar a universalização dos serviços para 2029.

Segundo dados apresentados pelo governo paulista, os investimentos em saneamento cresceram 120%, passando de R$ 6,9 bilhões para R$ 15,2 bilhões após o novo contrato firmado em 2024.

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Saneamento influencia renda, saúde e produtividade

De acordo com o estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria EX ANTE. A universalização do saneamento pode gerar mais de R$ 1,4 trilhão em benefícios socioeconômicos ao Brasil até 2040.

Descontados os custos de expansão da infraestrutura, os ganhos líquidos estimados ultrapassam R$ 815 bilhões entre 2021 e 2040.

O principal impacto apontado está na produtividade do trabalho, com potencial de gerar mais de R$ 437 bilhões em benefícios, devido à redução de afastamentos por doenças e à melhora das condições de vida da população.

Outro dado destacado pelo levantamento aponta que cada R$ 1 investido em saneamento pode gerar R$ 4,30 em retorno para a sociedade, incluindo aumento de renda, empregos e redução de gastos com saúde.

Falta de saneamento impacta doenças e educação

Segundo o levantamento, a ampliação do acesso à água tratada e à coleta de esgoto também contribui para reduzir as internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado. Além disso, os benefícios se estendem à saúde pública de forma significativa.

As análises apontam que, após 36 meses da implantação da infraestrutura, a taxa de hospitalizações relacionadas a esse tipo de doença pode cair em até 69,1%. Dessa forma, os investimentos em saneamento demonstram potencial para reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde e melhorar a qualidade de vida da população.

Adicionalmente, os efeitos também se refletem na educação. Isso porque a redução da incidência de doenças tende a melhorar a frequência escolar. Consequentemente, crianças e adolescentes podem apresentar melhor desempenho acadêmico e maior aproveitamento das atividades educacionais.

Além disso, regiões com cobertura adequada de saneamento costumam registrar maior valorização imobiliária e fortalecimento do comércio local.

São Paulo quer universalizar saneamento até 2029

Em São Paulo, o objetivo do governo estadual é antecipar a universalização do saneamento básico de 2033 para 2029, com previsão de quase R$ 70 bilhões em investimentos até o fim da década.

As metas do período entre 2024 e 2026 incluem:

  • 87% de cobertura no abastecimento de água;
  • 77% de coleta de esgoto;
  • 71% de tratamento de esgoto.

“Pensar em saneamento é pensar em saúde. São Paulo está passando por uma revolução no saneamento básico. Vamos investir R$ 70 bilhões até 2029”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

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Programa acompanha mais de mil obras da Sabesp

Para monitorar o avanço das intervenções, o governo lançou neste ano o programa Na Rota da Água, voltado à divulgação de obras ligadas à segurança hídrica e universalização do saneamento.

A iniciativa acompanha mais de 1.100 frentes de obras em municípios atendidos pelo novo contrato da Sabesp.

Entre as entregas já realizadas estão projetos em Itapecerica da Serra, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato.

Por fim, outro destaque é o programa Integra Tietê, que prevê a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri. Em investimento de R$ 5,7 bilhões, com expectativa de beneficiar 4 milhões de pessoas até 2029.

Fonte: ABC do ABC

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