saneamento basico
ETE Parque Novo Mundo

Estudo de Caso: ETE Parque Novo Mundo – Sabesp Reabilitação e Manutenção dos Removedores de Lodo

ETE Parque Novo Mundo

Primeiramente a Sabesp é responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos em 364 municípios do Estado de São Paulo. A empresa atende a 28,2 milhões de pessoas com abastecimento de água e 22,1 milhões com serviços de coleta de esgoto, posicionando-se como uma das maiores do mundo em termos de população servida.

Em colaboração com empresas privadas, a Sabesp também opera na Praia Grande, SP, e mantém parcerias com as concessionárias de saneamento dos estados de Alagoas e Espírito Santo. Além disso, a Sabesp oferece serviços de consultoria no Panamá e em Honduras.

Mas a empresa não se limita apenas ao saneamento básico, mas também está habilitada a atuar nas áreas de drenagem, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e energia. A missão da Sabesp é “prestar serviços de saneamento, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente”. Portanto seu objetivo é ser reconhecida como uma empresa que universalizou os serviços de saneamento em sua área de atuação de maneira sustentável e competitiva, destacando-se pela excelência no atendimento ao cliente.

Projeto

Contudo a Estação de Tratamento de Esgoto Parque Novo Mundo está situada em São Paulo, na margem direita do rio Tietê, cerca de 300 metros a jusante da foz do rio Cabuçu de Cima, perto da ponte Aricanduva e dos acessos às rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias. Inaugurada em junho de 1998, a estação cobre uma área de aproximadamente 190.000 m². Em conclusão o esgoto tratado é majoritariamente doméstico, com pequenas contribuições industriais.

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Portanto projetada pelo Consórcio Novo Mundo (ENGEVI Engenharia S/A, COPLASA S/A Engenharia de Projetos e PROSED Projetos de Sistemas de Engenharia e Desenvolvimento), a ETE faz parte do Projeto Tietê, destinado a melhorar a qualidade das águas da bacia do rio Tietê na Região Metropolitana de São Paulo. Portanto originalmente concebida em 1985, a estação foi planejada para ter uma capacidade final de 7,5 m³/s, dividida em três fases de expansão, cada uma com vazão de 2,5 m³/s.

Em suma o tratamento na ETE é realizado por lodos ativados em alimentação escalonada, com duas fases principais: a líquida, que trata o esgoto, e a sólida, que lida com o lodo resultante. Após 20 anos de operação, a estação enfrentou problemas operacionais devido ao desgaste dos equipamentos, que funcionam continuamente desde a inauguração. Então a recuperação dos vertedores, chicanas e suportes é crucial para melhorar a qualidade do efluente final, aumentando a retenção de sólidos e reduzindo a necessidade de produtos químicos no tratamento de água de reúso.

Ademais para restaurar as condições ideais das unidades de decantação secundária e otimizar a qualidade do efluente final, a ETE Parque Novo Mundo buscou uma empresa especializada em soluções de engenharia e melhoria contínua.

Solução

Em conclusão a SIGMA oferece soluções integradas e um portfólio abrangente de serviços especializados para a modernização de estações de tratamento de esgoto, seguindo as melhores práticas em engenharia, segurança e sustentabilidade. O lodo, resíduo gerado durante o tratamento, pode resultar da decantação primária, da digestão biológica secundária ou da precipitação química terciária. Com o tempo e o uso, os equipamentos sofrem desgaste natural, exigindo manutenção regular, como a reposição de peças, para garantir seu bom funcionamento.

Contudo oo setor de saneamento, a limitação de recursos para a expansão e construção de novas instalações é um desafio significativo. Para enfrentar essa dificuldade, as obras de retrofit e revamp são uma alternativa eficaz. Permitindo a atualização tecnológica dos equipamentos existentes e aproveitando a infraestrutura civil já instalada.

Especializada em saneamento e tratamento de águas e efluentes, a SIGMA Tratamento de Águas Ltda. oferece um portfólio completo de equipamentos e serviços. Isso inclui reforma, restauração, manutenção e atualização de estações de tratamento, com capacidade para realizar reparos e melhorar a eficiência operacional e energética dos equipamentos.

Realização

Portanto o trabalho em campo foi organizado em etapas para garantir a continuidade do funcionamento da planta. Mas desmontando e remontando um decantador de cada vez, com o decantador número 3 sendo o último a ser tratado. Além da desmontagem e remontagem, também foram substituídos os raspadores de escuma e de lodo no decantador número 3.

Em suma a fabricação dos raspadores e das estruturas de fixação exigiu uma visita ao local para coletar as dimensões necessárias para o projeto. No decantador número 3, realizou-se um tratamento de superfície na passarela de aço carbono. Utilizando um esquema especial de pintura, adequado para ambientes úmidos e quimicamente agressivos.

  • Guarnição de Borracha: Feita de borracha NBR com dureza de 10 a 15 Shore. Fixada na parede do tanque para vedar e impedir a passagem de efluente por baixo do vertedor.
  • Vertedor Triangular: Fabricado em chapa de PRFV, instalado sobre a guarnição de borracha, permitindo a passagem do efluente clarificado na etapa final do tratamento.
  • Chicana de Escuma: Feita de AISI-304 e fixada na parede do tanque, antes dos vertedores. Para reter o material flutuante que poderia sair com o efluente clarificado.
  • Suportes de Fixação: Todos os suportes foram substituídos por novos, fabricados em AISI-304.
  • Elementos de Fixação: Todos os elementos de fixação foram trocados por novos em AISI-304.
  • Raspadores Superficiais (de Escuma): Fabricados em chapas e perfis de AISI-304, destinados a arrastar o material flutuante na superfície do tanque.
  • Raspadores Inferiores (de Lodo): Também feitos de chapas e perfis de AISI-304, usados para arrastar o material no fundo do tanque.
  • Estrutura de Sustentação dos Raspadores: Toda a estrutura de sustentação (braços articulados, cabos e tirantes de nivelamento) foi substituída por peças em AISI-304.

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