saneamento basico

Fitotoxicidade de efluentes da estação de tratamento da UFRN em semente de Lactuca Sativa

Resumo

O tratamento de efluentes visa reduzir os contaminantes que estão presentes e proteger a saúde pública e ambiental, pela remoção de contaminantes, nutrientes e patógenos para essa água tratada ser reutilizada para diversos fins. O presente trabalho procurou desenvolver uma análise da fitotoxidade de efluentes da Estação De Tratamento De Esgoto (ETE) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em semente de alface (Lactuca Sativa), tendo em vista que o efluente tratado serve para irrigar os campos de futebol e toda área verde da universidade. Para tanto, foi realizado um teste de germinação inserindo as sementes em substrato de papel filtro embebido com esgoto tratado e esgoto bruto da ETE em concentrações de 25%, 50% e 100%. Devido ao aumento da contribuição de esgotos laboratoriais no campus, em detrimento da diminuição de esgoto doméstico, com os efluentes (bruto e tratado) da ETE era esperado que as análises apresentarem fitotoxicidade e, portanto, a inibição no crescimento da semente de alface. A fitotoxicidade foi avaliada através do Índice de Germinação (IG) e do Índice do Crescimento Relativo (ICR) da radícula do organismo teste, onde os valores do ICR foram analisados em três categorias diferentes de acordo com os efeitos de toxicidade: inibição do alongamento (I), 0<x<0,8; sem efeitos significativos (SES), 0,8≤x≤1,2; e estimulação do alongamento (E), x>1,2 sendo verificado que todos os resultados tanto do efluente bruto, como no tratado, tiveram valores acima de 0,8, indo de contra a hipótese abordada. Os resultados do efluente tratado para as concentrações 50% e 100% foram menores que na concentração de 25%, o que é pressuposto que algum agente químico estivesse em excesso na amostra coletada, possivelmente o cloro, já que é utilizado para desinfecção da água de reuso, especialmente para fins de irrigação. Portanto, é necessário uma análise e estudos mais rebuscados dos efeitos tóxicos desta água no ecossistema aquático devido ao excesso do cloro, haja uma possível formação de compostos halogenados potencialmente cancerígenos que podem contaminar as fontes de água (lençol freático) após a infiltração no solo, bem com estudos empregando organismos – testes de diferentes níveis tróficos que podem apresentar uma sensibilidade maior e permitir identificar os efeitos tóxicos que não foram observados com a espécie testada neste estudo.

Autora: Vanessa de Oliveira Borges Santiago.

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