saneamento basico

Logística reversa e suas vantagens em empresas de manufatura no Brasil

 

Resumo

Este artigo tem como foco apresentar as principais vantagens alcançadas com o uso da Logística Reversa em empresas de manufatura no Brasil, e como objetivo analisar, através de pesquisas e estudos de casos acadêmicos, a relação entre o impacto ambiental e a aplicação dos procedimentos desta abordagem nas linhas de produção dessas organizações. No presente estudo são descritos os conceitos de Logística Reversa, bem como questões relevantes na área, que tem apresentado um crescimento no Brasil, pelo fato de ser um diferencial perante os concorrentes e também por existir leis que regulamentam o retorno dos materiais, insumos e resíduos, aos seus locais de origem. Ao ser aplicada numa organização, a Logística Reversa revela a necessidade de se ter o controle sobre todas as informações necessárias para o retorno dos materiais ao ciclo produtivo. Em relação aos resultados obtidos, foi percebido que para que esse processo atinja os objetivos esperados, existe uma dependência de uma ampla rede de parcerias, que envolvem organizações de catadores e sucateiros, sociedade e demais empresas. Com o sistema produtivo alinhado à cadeia reversa de forma eficaz, é possível agregar valores econômicos, ecológicos não somente para a empresa, como também para a sociedade.

Introdução

As condições econômicas e ambientais nas quais as empresas contemporâneas operam estão em um processo de mudança altamente dinâmico e distinto das condições que predominaram no debate em décadas anteriores, assim como na época das primeiras Revoluções Industriais. A Logística Reversa, é um assunto que vem surgindo com grande ênfase e despertando muito interesse no âmbito empresarial e científico, sejam por questões mercadológicas, sociais ou ambientais. Empresas de diversificados setores procuram equacionar o retorno de quantidades crescentes de produtos usados ou ainda não consumidos através desta perspectiva logística, onde a responsabilidade torna-se cada vez compartilhada entre quem produz o produto e quem faz o uso do mesmo. (SILVA & SILVA, 2016)

A Logística Reversa está diretamente ligada ao esforço para melhorar as operações e a aquisição de recursos econômicos e benefícios ecológicos, a partir de procedimentos e meios para recolher e dar andamento ao pós-venda e ou pós-consumo empresarial. Além disso, tal prática está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, podendo diminuir os custos da empresa e usá-la como vantagem competitiva. Segundo o Ministério do Meio Ambiente a PNRS, prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos.

Autores: Raquel Neves Umbelino; Daiane Rodrigues do Santos; Justino Sanson Wanderley da Nobrega; Márcia Monteiro Matos e Rogério Mandelli.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

Últimas Notícias:
El Niño Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

El Niño: Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

Cerca de R$ 300 milhões teriam sido gastos pelo governo federal em dragagens emergenciais nas hidrovias da Amazônia nos últimos três anos. O problema, segundo armadores e operadores logísticos da região. É que boa parte dessas intervenções chegou tarde demais, quando a seca já havia produzido seus efeitos mais severos e os rios começavam a recuperar seus níveis. Agora, em ano de super El Niño, o setor teme a repetição desse roteiro.

Leia mais »
O Mar Não é Estação de Tratamento O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Mar Não é Estação de Tratamento: O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Brasil está diante de uma decisão ambiental de enorme relevância, embora ainda pouco percebida pela sociedade: a revisão da Resolução Conama nº 430/2011, norma que estabelece as condições e padrões para o lançamento de efluentes em corpos hídricos. O que pode parecer um debate técnico restrito a especialistas, na verdade, impacta diretamente a qualidade de nossos rios, estuários, baías, manguezais, zonas costeiras e oceanos. Em outras palavras, afeta a saúde ecológica do país e, por consequência, a da população.

Leia mais »
Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Os investimentos em saneamento básico na Baixada Santista serão cinco vezes maior após a desestatização da Sabesp promovida pelo Governo de São Paulo. Serão R$ 8,1 bilhões em investimentos de 2026 até 2029 (média de R$ 2 bilhões por ano) para resolver desafios estruturais no abastecimento de água e esgoto. Além disso, R$ 2,43 bilhões já foram aplicados entre 2024 e 2025. Antes da desestatização, a média anual de investimentos foi de R$ 400 milhões por ano entre 2017 e 2024.

Leia mais »