saneamento basico

Ecologia alimentar e presença de microplástico no conteúdo estomacal de peixes neotropicais em um rio urbano da bacia do alto rio Paraná

RESUMO

 

O plástico é um material relevante, mas junto com seus benefícios também surgem diversos problemas, um deles são as consequências do seu descarte irregular no meio ambiente e sua eventual fragmentação em microplásticos. O plástico pode alcançar rios e afetar sua biota através da sua degradação em micropartículas. A entrada de plástico na cadeia alimentar ocorre pelo consumo dos peixes ou outros organismos. Além disso, poluentes orgânicos persistentes podem acumular nessas micropartículas, e ao serem ingeridos pela biota podem causar vários problemas fisiológicos. Tais poluentes podem atingir o homem ao consumir água ou peixe. Existem inúmeros estudos no ambiente marinho que mostram que os microplásticos interferem significativamente na biota marinha, mas estudos que abordam esse tópico em ambientes de água doce ainda são incipientes. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar a dieta das espécies de peixes mais abundantes em um rio urbano da Bacia do Alto Paraná, investigando a ocorrência de microplástico. Por mais que o rio estudado sofra da síndrome do rio urbano, verificou-se uma grande variedade de alimentos consumidos pelos peixes. Foi analisado o conteúdo estomacal de 220 indivíduos pertencentes a 14 espécies. Na análise do conteúdo estomacal, foram encontrados 16 tipos de itens alimentares, a maioria autóctone. As espécies analisadas foram agrupadas em 4 categorias tróficas, sendo o iliófago dominante. A presença de microplásticos foi encontrada em 2% dos indivíduos estudados, dois indivíduos da espécie Rhamdia quelen, um espécime de Hoplosternum littorale e um espécime de Astyanax fasciatus.

Autores: Cristian Wesley de Souza Oliveira; Cláudia dos Santos Corrêa; Welber Senteio Smith.

Artigo Completo

Últimas Notícias:
Cidade brasileira está sendo invadida pelo mar

Cidade brasileira está sendo invadida pelo mar, prédios estão tortos e solução pode custar R$ 200 milhões para conter alagamentos, modernizar drenagem e proteger mais de 200 mil moradores nos próximos anos

Recursos aprovados pelo BNDES serão usados na estruturação de intervenções de drenagem, canais, comportas e proteção costeira em Santos. A execução depende de projetos e licenciamento. A correção dos edifícios inclinados segue em uma frente financeira separada.

Leia mais »