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Por Que os OEMs de Infraestrutura do Brasil Precisam de um Parceiro Digital Transcend

Por Que os OEMs de Infraestrutura do Brasil Precisam de um Parceiro Digital | Transcend

O setor de água e saneamento do Brasil entrou em um período de transformação estrutural sem precedentes na história recente. O Novo Marco Legal do Saneamento, promulgado em 2020, desencadeou uma onda de privatizações, concessões regionais e estruturas de PPP que transformou fundamentalmente como os projetos são originados, avaliados e construídos.

Para fabricantes de equipamentos e fornecedores de tecnologia, essa transformação não é apenas uma oportunidade de mercado. É um teste de se seus modelos comerciais e técnicos estão adequados para a nova realidade.

O teste é mais difícil do que parece. O processo de expansão de infraestrutura do Brasil avança em um ritmo que recompensa a prontidão digital e penaliza os fluxos de trabalho analógicos. Consultores de engenharia estão sob pressão para avaliar mais opções de projeto em menos tempo.

As concessionárias estão tomando decisões tecnológicas mais cedo no ciclo do projeto. E o volume de projetos, de grandes concessões metropolitanas a PPPs regionais no Nordeste e Centro-Oeste, está crescendo mais rápido do que a força de trabalho de engenharia que tradicionalmente os gerenciaria.

Para os OEMs, a implicação é direta: fazer negócios do jeito antigo, por meio de especificações guiadas por relacionamentos, geração manual de propostas e engajamento reativo após a chegada de RFQs, está se tornando estruturalmente menos viável.

O mercado está se movendo em direção a parceiros digitais, não apenas a fornecedores de equipamentos.

A Lacuna entre Demanda e Capacidade de Entrega


Considere a escala do que o Brasil comprometeu. A análise da Roland Berger sobre o setor hídrico brasileiro estima uma necessidade de investimento de BRL 550 bilhões ao longo da próxima década para fechar as lacunas de água e saneamento do país.

Isso se traduz em centenas, potencialmente milhares, de instalações de tratamento que precisam ser dimensionadas, avaliadas, projetadas e entregues em um país com enorme diversidade geográfica e significativa variação regional na capacidade técnica.

As equipes de engenharia encarregadas desse trabalho, dentro de concessionárias, operadoras e consultoras, já estão sobrecarregadas. Como a BRK Ambiental demonstrou por meio do uso do Transcend Design Generator, até mesmo uma grande e sofisticada concessionária pode reduzir o tempo de projeto conceitual de dois meses para uma semana e cortar os custos associados em 80% ao adotar as ferramentas certas de projeto generativo.

Esse tipo de ganho de eficiência não é um luxo no ambiente atual do Brasil. É um pré-requisito para acompanhar a demanda de projetos.

Para os OEMs, isso cria um desafio específico. Se as equipes de engenharia das quais dependem para especificação estão sob pressão para se mover mais rápido, e estão usando cada vez mais ferramentas digitais para isso, então qualquer OEM cujos produtos não são visíveis dentro dessas ferramentas é, na prática, invisível no momento que mais importa.

O Que um Parceiro Digital Realmente Faz


O termo ‘parceiro digital’ às vezes é usado livremente nos círculos de infraestrutura. No contexto do setor hídrico brasileiro, ele tem um significado preciso.

Um parceiro digital não é um fornecedor de software. É uma organização cuja tecnologia, conhecimento e presença comercial estão incorporados nos fluxos de trabalho digitais que engenheiros e concessionárias usam para tomar decisões.

Para um OEM, tornar-se um parceiro digital significa várias coisas na prática. Significa ter dados de desempenho de produtos, lógica de dimensionamento e parâmetros de custo integrados nas ferramentas de projeto que consultores e concessionárias usam para opcionar em fase inicial.

Significa permitir que equipes comerciais e parceiros de distribuição gerem propostas precisas e detalhadas sem necessitar de um engenheiro sênior em cada interação. E significa ter visibilidade sobre onde os projetos estão no ciclo de design, para que os recursos possam ser direcionados estrategicamente.

Isso é precisamente o que o programa Transcend Nexus foi construído para oferecer. Ao integrar a tecnologia de OEMs diretamente ao Transcend Design Generator (TDG), o Nexus cria um canal pelo qual os produtos de um OEM aparecem em estudos de viabilidade, rodadas de opções e pacotes de projeto preliminar gerados pelos engenheiros e concessionárias que impulsionam o programa de infraestrutura do Brasil.

Quando as equipes de planejamento da SABESP executam cenários para novas instalações em toda a sua área de serviço de 377 municípios, ou quando os engenheiros da Caesb usam o TDG para acelerar o projeto de infraestrutura de saneamento no Distrito Federal, as tecnologias visíveis nesses fluxos de trabalho são as tecnologias sendo avaliadas. É assim que a parceria digital funciona na prática.

O Problema das Propostas


Há uma segunda dimensão, mais operacional, do desafio do parceiro digital que frequentemente não é abordada em discussões estratégicas: o custo e a velocidade da geração de propostas.

No ambiente de projetos acelerado do Brasil, a capacidade de responder rápida e credibilmente a uma solicitação de informações orçamentárias, dimensionamento de tecnologia ou documentação de projeto preliminar é um diferencial competitivo. As equipes de engenharia estão avaliando múltiplas opções simultaneamente.

O fornecedor que fornece informações detalhadas e precisas mais rapidamente é mais propenso a ser pré-selecionado, e menos propenso a ser substituído por um concorrente que chegou primeiro.

Para a maioria dos OEMs, a geração de propostas é um gargalo. Engenheiros experientes são desviados de trabalhos de maior valor para preparar estimativas orçamentárias. Distribuidores e agentes regionais não têm capacidade técnica para gerar projetos preliminares credenciais.

Os prazos de resposta se estendem de dias para semanas. Em um mercado que se move no ritmo atual do Brasil, essa restrição não é gerenciável.

Um modelo de parceiro digital resolve isso diretamente. Com a lógica de produto incorporada em uma plataforma como o TDG, equipes comerciais e parceiros de distribuição podem gerar propostas detalhadas e de qualidade de engenharia sem intervenção manual de engenheiros sêniores.

Isso não é apenas um ganho de eficiência. É uma mudança estrutural em como um OEM pode escalar sua presença comercial em um mercado grande e geograficamente disperso como o Brasil.

Diversidade Regional como Desafio de Design


Uma dimensão do Brasil que é fácil subestimar é a enorme diversidade de seu contexto de infraestrutura. Uma estação de tratamento servindo uma concessão urbana densa na Grande São Paulo enfrenta desafios de projeto fundamentalmente diferentes de uma que serve uma cidade de médio porte em Pernambuco ou uma comunidade rural na região Amazônica.

Para os OEMs, isso significa que uma oferta padrão de produto ou um modelo de proposta único dificilmente servirá a toda a extensão do pipeline de projetos do Brasil. Os parâmetros de design precisam se adaptar às condições locais.

As estruturas de custo precisam refletir as realidades logísticas e de compras regionais. E a documentação técnica fornecida a consultores e concessionárias precisa atender aos padrões específicos de diferentes ambientes regulatórios.

Ferramentas digitais que incorporam lógica de engenharia, não apenas especificações de produto, podem acomodar esse tipo de variação regional de maneiras que os fluxos de trabalho manuais não conseguem.

Quando os dados do produto estão integrados em uma plataforma de projeto generativo, o sistema pode adaptar os resultados aos parâmetros específicos de cada projeto automaticamente, produzindo propostas e documentação de projeto que são genuinamente adequados para as condições locais.

A Janela Está Aberta, Mas Não Indefinidamente


A transformação de infraestrutura do Brasil ainda está em seus estágios iniciais. As principais rodadas de concessão estão em andamento, mas a maior parte do trabalho de projeto e construção de projetos ainda está por vir.

As concessionárias e consultoras de engenharia que entregarão esse programa ainda estão construindo seus fluxos de trabalho digitais, avaliando plataformas e estabelecendo as preferências tecnológicas que moldarão decisões de especificação por anos.

Essa é a janela. Os OEMs que se moverem agora para estabelecer uma presença digital nas plataformas e fluxos de trabalho que os engenheiros e concessionárias brasileiras estão adotando estarão incorporados na infraestrutura de tomada de decisões antes que essas preferências se solidifiquem.

Por fim, os que esperarem encontrarão negociando a entrada em um ecossistema que já foi moldado por outros.

Fonte: Transcend


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