saneamento basico

Plano de Segurança da Água

Proposta para a Legislação Nacional

plano-seguranca-agua

O escopo do presente estudo é reunir proposições técnicas e jurídicas, que possam colaborar efetivamente no processo de revisão da legislação nacional sobre potabilidade da água, no âmbito do Ministério da Saúde.

A metodologia para a elaboração deste documento, num primeiro momento, visa responder perguntas sobre o tema Plano de Segurança da Água. E, num segundo momento, visa formar propostas para serem incluídas em uma legislação nacional sobre potabilidade, em processo de revisão.

Neste documento são apresentadas algumas considerações e reflexões sobre Plano de Segurança da Água dentro de um contexto de uma política pública de saneamento, meio ambiente e saúde.

A água utilizada para abastecimento humano apresenta diversos riscos para a saúde, os quais estão associados à presença de contaminantes químicos e microbiológicos, que são resultantes de diversas fontes, incluindo, em alguns casos, o próprio sistema de tratamento e distribuição de água (WHO, 2005).

Programa de gestão

Neste sentido, a adoção de um programa de gestão abrangente é fundamental para assegurar a distribuição de uma água intrinsicamente segura para a população. Isto tem efeito direto sobre a sua qualidade de vida e, também, nos custos associados as ações de saúde já que o investimento adequado em saneamento básico reduz de forma expressiva os custos associados ao tratamento de doenças de veiculação hídrica, assim como as perdas por incapacitação e perda de vidas.

Em continuidade às suas ações de saúde pública, em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um documento relacionada a planos de segurança da água intitulado “Water Safety Plans – Managing drinking-water quality from catchment to consumer”, ou em português, Plano de Segurança da Água – Gerenciamento da qualidade da água de abastecimento do manancial ao consumidor (WHO, 2005).

O desenvolvimento deste documento levou em consideração à complexidade associada à garantia da qualidade da água para abastecimento humano, em função dos diversos componentes e estruturas necessárias para a produção e disponibilização de água potável. A estrutura proposta pela OMS recomenda que os planos de segurança da água contemplem os seguintes objetivos (WHO, 2005):

  • Prevenção da contaminação das fontes de abastecimento;
  • Tratamento da água para eliminar ou reduzir a concentração de contaminantes que possam estar presentes na água, de forma a atender aos padrões de qualidade estabelecidos;
  • Prevenir a recontaminação da água tratada durante a sua distribuição, armazenagem e utilização.

baixe-aqui

Últimas Notícias:
Novas tecnologias ampliam tratamento de esgoto em estação que atende moradores das zonas norte e leste de São Paulo

Novas tecnologias ampliam tratamento de esgoto em estação que atende moradores das zonas norte e leste de São Paulo

São Paulo, 11 de junho de 2026 – A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Novo Mundo, na capital paulista. Passa por um “upgrade tecnológico” que contribuirá com a ampliação do tratamento em 148% – de 2,5 milhões para 6,2 milhões de litros por segundo. Com novos equipamentos e processos, a ETE, inaugurada há 28 anos, poderá crescer sem aumentar a área de 190 mil metros quadrados que ocupa na zona norte de São Paulo, uma das mais adensadas da capital.

Leia mais »
Estudo aponta que Holambra acumulou R$ 278 milhões em ganhos socioeconômicos com avanços no saneamento

Estudo aponta que Holambra acumulou R$ 278 milhões em ganhos socioeconômicos com avanços no saneamento

Levantamento do Instituto Trata Brasil detalha os impactos positivos na saúde, no turismo e na valorização imobiliária do município. A expansão da infraestrutura de saneamento básico em Holambra (SP) gerou um impacto positivo de R$ 278 milhões para o município entre 2013 e 2024. Os dados são do novo estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento em Holambra”.

Leia mais »
Estudos de tratabilidade a importância da avaliação técnica na definição de rotas de tratamento e desaguamento de lodos SBV Engenharia Ambiental

Estudos de tratabilidade: a importância da avaliação técnica na definição de rotas de tratamento e desaguamento de lodos | SBV Engenharia Ambiental

A gestão de lodos constitui um dos principais desafios operacionais enfrentados por indústrias e sistemas de saneamento. Embora frequentemente tratada como uma etapa secundária dentro do processo de tratamento de efluentes, a geração, o manejo e a destinação desses resíduos representam parcela significativa dos custos operacionais de uma unidade, além de influenciarem diretamente sua eficiência ambiental e sua conformidade regulatória.

Leia mais »