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Saneamento o voto que pode definir o futuro da infraestrutura brasileira

Saneamento: o voto que pode definir o futuro da infraestrutura brasileira

O saneamento básico deixou de ser apenas uma pauta de infraestrutura. Hoje, ele representa um dos principais indicadores da capacidade de gestão pública e do potencial de desenvolvimento econômico de um estado.

Com as eleições estaduais no horizonte, cresce a importância de discutir quais planos de governo apresentam propostas concretas para ampliar os investimentos em água e esgoto, independentemente de posicionamentos político-partidários.

Embora o Brasil tenha avançado desde a aprovação do Marco Legal do Saneamento, o ritmo ainda está abaixo do necessário para cumprir a meta de universalização até 2033. Segundo o estudo “Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil 2026”, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, os investimentos no setor cresceram 51% desde 2020.

Ainda assim, o investimento médio chegou a apenas R$ 137 por habitante, enquanto o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) estima que seriam necessários cerca de R$ 225 por habitante ao ano para atingir a universalização dos serviços.

Outro desafio relevante é a desigualdade regional. Entre 2020 e 2024, mais da metade dos recursos destinados ao saneamento foi aplicada na região Sudeste, enquanto a região Norte recebeu menos de 5% do total investido — um retrato que evidencia a necessidade de políticas públicas capazes de reduzir essas disparidades.

Os números também mostram que a maioria dos municípios brasileiros ainda investe abaixo do necessário. O Ranking do Saneamento 2026 aponta que apenas 10 dos 100 maiores municípios do país alcançam o nível de investimento recomendado pelo Plansab, enquanto mais da metade investe menos de R$ 100 por habitante.

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Saneamento: o voto que pode definir o futuro da infraestrutura brasileira

Nesse cenário, o debate eleitoral ganha relevância. Os governadores exercem papel estratégico na estruturação de concessões e parcerias público-privadas. São responsáveis por impulsionar o financiamento de obras. Além disso, fortalecem as companhias estaduais e oferecem apoio técnico e financeiro aos municípios.

Mais do que promessas, é fundamental que os planos de governo apresentem metas claras. Também devem estabelecer cronogramas, fontes de financiamento e indicadores que demonstrem como pretendem ampliar o acesso à água potável e ao tratamento de esgoto.

O voto, portanto, é uma oportunidade para que a sociedade avalie o compromisso dos candidatos com uma política pública que impacta diretamente a saúde. Também influencia o meio ambiente, a educação, a geração de empregos e a competitividade econômica.

Cobrar propostas consistentes para o saneamento não significa apoiar este ou aquele partido. Significa priorizar uma agenda capaz de transformar a qualidade de vida de milhões de brasileiros.

O futuro do saneamento no Brasil dependerá da continuidade dos investimentos e da capacidade dos próximos governos estaduais de colocar essa pauta entre suas prioridades.

Afinal, universalizar o acesso à água e ao esgoto não é apenas cumprir uma meta legal: é investir no desenvolvimento sustentável e no futuro do país.

Fonte: Texto elaborado pelo Portal Saneamento Básico com auxílio de IA

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