A Unidade de Recuperação Energética (URE) de Barueri, que transformará resíduos sólidos urbanos em energia elétrica, atingiu 88% de avanço nas obras civis e na instalação dos equipamentos.
Segundo informações fornecidas pela assessoria de comunicação, os testes estão previstos para o fim deste ano, enquanto o início da operação comercial é esperado para o primeiro semestre de 2027.
Controlado pela Orizon, o empreendimento está sendo implantado em Barueri, no bairro Aldeia, e terá capacidade para receber até 870 toneladas de resíduos sólidos por dia, aproximadamente 300 mil toneladas por ano, com potência instalada de 20 megawatts (MW). Além de Barueri, a unidade deverá receber resíduos de outras cidades, como Santana de Parnaíba e Carapicuíba. A geração de energia prevista equivale ao consumo de mais de 75 mil residências.
“A URE Barueri será a primeira usina Waste-to-Energy da América Latina e representa um marco para a gestão de resíduos e para a recuperação energética no Brasil. A tecnologia, amplamente utilizada internacionalmente, permite transformar a fração não reciclável dos resíduos sólidos urbanos em energia renovável”, informou a assessoria de comunicação da Orizon.
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Como funciona
A tecnologia utiliza o tratamento térmico da parcela não reciclável dos resíduos para gerar eletricidade. Na prática, o material é submetido à combustão em alta temperatura. O calor aquece uma caldeira e produz vapor, que movimenta uma turbina ligada ao gerador de energia. O projeto prevê ainda sistemas de tratamento dos gases resultantes do processo e controle das emissões atmosféricas.
Resíduos da região
A URE faz parte de uma parceria público-privada firmada com o município de Barueri para o manejo de resí- duos sólidos por um período de 30 anos. A estrutura finan- ceira do projeto prevê remuneração pelo tratamento dos resíduos e receitas provenientes da venda da eletricidade produzida.
Atualmente, Barueri destina seus resíduos sólidos urbanos a um aterro localizado em Santana de Parnaíba. Com o início das operações da URE, a nova planta passará a processar os materiais destinados à recuperação energética.
Segundo informações do projeto, a unidade realizará a recuperação energética após a separação dos materiais recicláveis. Além disso, a documentação da Orizon prevê a continuidade da coleta seletiva e da triagem feita pela cooperativa de Barueri. Essas etapas continuarão integrando o fluxo de tratamento antes da destinação final dos resíduos.
Fonte: Folha de Alphaville
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