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Após crise hídrica, represas operam com 100% da capacidade em Araras

Pela primeira vez após a crise hídrica que atingiu Araras (SP) em 2014, todos os reservatórios do município estão operando com 100% de sua capacidade. Segundo o Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente (Saema), a medida foi possível graças a uma série de ações para evitar os desperdícios diários. Ainda assim, o departamento mantém as campanhas de conscientização sobre a necessidade de economia.

De acordo com o diretor do Saema, Fábio Eduardo Coladeti, o período de chuvas no primeiro semestre deste ano também ajudou.

“Ela caiu em um bom volume nessa região. Temos que relembrar que foi feito um trabalho no ano de 2015, onde as barragens ficaram paradas e conseguimos captar, do Rio Mogi-Guaçu, toda água para o abastecimento da cidade. Com isso, também elevamos os níveis das barragens”, explicou.

Porém, o crescimento do nível também traz como consequência o aumento do consumo entre a população, principalmente entre os últimos meses do ano. Por isso, serão realizadas campanhas de prevenção ao desperdício de água.

“Nós estamos hoje, em torno de 10% menor do que era antes do racionamento e esse nível vem subindo, então isso preocupa. A população tem que voltar a ter consciência, não é porque hoje estamos com as barragens com capacidade máxima para abastecer a cidade que podemos desperdiçar porque nós não sabemos o dia de amanhã”, disse Coladeti.

Estratégias
As estratégias utilizadas para ‘driblar’ a crise hídrica, tais como aumento no racionamento do município, campanhas de conscientização e suspensão de autorização para empreendimentos tiveram impacto muito grande diante da população.

“Até me arrependi de não ter feito isso [economizar] muito tempo atrás. A gente não pensa porque podemos usar à vontade, mas a hora que começaram a fazer o racionamento e cortar, foi fantástico. Nós continuamos até hoje e vamos continuar sempre”, contou o comerciante José Manoel de Jesus.

No estabelecimento dele, a economia nas medidas simples como evitar lavar o chão do restaurante com mangueira e a utilização de redutores de consumo nas torneiras também incentivou os funcionários. “Economizo na minha casa o máximo que eu posso, em tudo que eu faço. Se vou lavar roupa, já deixo o balde separado para aproveitar a água e tudo mais”, contou Patrícia de Oliveira, auxiliar do bar.

No salão do Domingos Graziano, a surpresa não foi diferente. Para controlar o desperdício de água no local, as torneiras também foram reguladas e a limpeza passou a ser feita com baldes e panos úmidos, redução que economizou 20% no pagamento da conta.

“Se não aprende pelo amor, aprende pela dor. A falta da água é um problema bastante sério porque é um recurso escasso e precioso, e portanto caro. Água limpa e tratada é um bem cada vez mais caro e difícil, então a gente está sempre relembrando que temos que economizar para que não venha a faltar novamente”, relatou.

Foto: Reprodução/EPTV
Fonte: G1

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