Com o aumento das chuvas, situações como alagamentos e extravasamentos voltam a chamar a atenção da população. Parte desses problemas está relacionada à forma como as redes urbanas são utilizadas.
Isso porque ainda é comum a confusão entre o sistema de drenagem pluvial (água da chuva) e o sistema de esgotamento sanitário (esgoto doméstico).
A Aegea, por meio das concessionárias Águas de Teresina e Águas do Piauí, opera o serviço de esgotamento sanitário em Teresina e em outras 220 cidades do Piauí, coletando e tratando o esgoto gerado nas residências.
Já a drenagem urbana, que é o sistema responsável pelo escoamento da água da chuva, é de responsabilidade das prefeituras municipais.
“O sistema de esgotamento sanitário é composto por tubulações coletoras, poços de visita (PVs para acesso e limpeza da rede), estações elevatórias e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Eles recebem e tratam os efluentes (esgoto doméstico) de pias, ralos e vasos sanitários, antes de devolvê-lo ao meio ambiente de forma segura”, explica Mauro Nascimento, gerente de Serviços e Operações da Águas de Teresina.
Sarjetas, bocas de lobo (geralmente com formato retangular e paralelas aos calçamentos das ruas) e galerias pluviais que as prefeituras constroem compõem a drenagem urbana e captam a água da chuva, direcionando-a diretamente para rios, riachos e outros corpos hídricos, sem necessidade de tratamento.
Durante períodos de chuva intensa, as galerias pluviais recebem um volume elevado de água, que sem o sistema adequado de escoamento podem trazer transtornos e riscos para toda à população.
Da mesma forma, quando há ligações irregulares como o direcionamento da água da chuva para a rede de esgoto, o sistema pode sobrecarregar, provocando extravasamentos nas ruas e até o retorno de esgoto para dentro dos imóveis.
“Cada sistema foi projetado para uma função específica. A rede de esgoto não tem capacidade para receber grandes volumes de água de chuva. Quando isso acontece, há sobrecarga no sistema e riscos de transtornos para toda a população”, acrescenta o gerente.
O inverso também gera prejuízos. Quando o esgoto é lançado de forma irregular na rede de drenagem, ele percorre o sistema sem tratamento e chega diretamente aos rios e córregos, o que provoca poluição ambiental, além de mau cheiro e riscos à saúde pública.
Tratamento adequado de esgoto doméstico
Em Teresina, 29 estações de tratamento processam mais de 40 milhões de litros de esgoto por dia, contribuindo para a preservação ambiental e para a qualidade de vida da população.
No último ano, a cidade foi a capital do Brasil que mais avançou no Ranking do Saneamento. Além disso, com a ampliação do serviço, a cobertura de rede de esgoto saiu de 19% para 59% em cerca de sete anos, beneficiando diretamente mais de 480 mil pessoas da capital.
Para que o sistema funcione corretamente, é fundamental o uso adequado por parte da população. Pequenas atitudes no dia a dia ajudam a evitar entupimentos, extravasamentos e danos à infraestrutura.
Além disso, imóveis que ainda não estão conectados à rede de esgoto disponível podem solicitar a ligação por meio dos canais de atendimento da Águas de Teresina, pelo 0800 223 2000 (ligação gratuita e WhatsApp).
Por fim, a conexão é gratuita, se realizada em até seis meses após a notificação de disponibilidade da rede. A ligação à rede de esgoto contribui diretamente para a saúde pública, a preservação do meio ambiente e o bom funcionamento de todo o sistema.
O que pode e o que não pode ir para a rede de esgoto
Pode:
- Água de pias, chuveiros e tanques;
- Efluentes de vasos sanitários;
- Água utilizada em atividades domésticas.
Não pode:
- Água da chuva (calhas e ralos externos devem ser direcionados para a rua/sarjeta);
- Óleo de cozinha;
- Lixo, restos de comida e plásticos;
- Borra de café;
- Cabelos;
- Fraldas, absorventes e lenços umedecidos;
- Areia, terra e entulho.
Fonte: PI.GOV