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Estudo foi realizado pelo Instituto Trata Brasil. Cerca de 94% da população de Rondônia não têm acesso a coleta de esgoto no estado.
Rondônia pode deixar de ganhar cerca de R$ 3 bilhões em benefícios sociais nos próximos 30 anos se não universalizar os serviços de saneamento. Os dados são de um estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil sobre ganhos sociais, ambientais e econômicos que a infraestrutura traria ao estado nas próximas décadas à luz do novo Marco Legal do Saneamento.
Dos cerca de 1,8 milhão de moradores de Rondônia, quase 960 mil vivem em locais que não possuem acesso à água potável, enquanto aproximadamente 1,7 milhão (94%) não possuem acesso a serviços de coleta e tratamento de esgotos.
As bacias hidrográficas do estado recebem por ano mais de 40 milhões de m³ de esgotos não tratados. Por dia são despejados nos córregos e rios mais de 110,6 bilhões de litros de águas poluídas.
No entanto, conforme o estudo, se Rondônia conseguir universalizar o saneamento até o ano de 2055, o estado pode gerar mais de R$ 3 bilhões em ganhos sociais, ambientais e econômicos com a redução de gastos com doenças, valorização de imóveis, geração de emprego e melhorias na educação, entre outros.
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Saneamento nos municípios de Rondônia
Dos sete maiores municípios do estado, analisados pelo estudo, Cacoal é o que apresenta a menor deficiência de água tratada e coleta de esgoto. Ji-Paraná, Vilhena, Rolim de Moura e Jaru não informaram os indicadores de esgotos ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
Fonte: G1.