saneamento basico

Prefeitos discutem com Sanepar criação de aterro sanitário regional

Quatro prefeitos da Comcam participaram de reunião, em Curitiba, com representantes da Sanepar para discussão da implantação de um aterro sanitário regional para atender os municípios da região. O assunto vem sendo discutido pelos gestores da Comcam desde o início de 2017. O sistema deverá equacionar os problemas dos lixões nos municípios.

Participaram da reunião, a presidente da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão, Angela Kraus, prefeita de Farol, além dos prefeitos Tauillo Tezelli (Campo Mourão); Edenilson Miliossi (Barbosa Ferraz); e Marilia Perotta Bento Gonçalves (Roncador). Durante o encontro, ficou definido que a Sanepar fará um estudo do valor de quanto ficará para cada município a implantação do aterro regional.

A presidente da Comcam, Angela Kraus, afirmou que existe também a possibilidade de implantação de usina de bioenergia. “A Sanepar quer implantar esta usina com a utilização de uma nova tecnologia que é mais segura para o Meio Ambiente”, frisou Angela. Segundo ela, após a definição dos valores para os municípios, os prefeitos decidirão o próximo passo para o empreendimento regional.

aterro sanitário regional

Até o momento, dos 25 municípios da Comcam apenas 10 demonstraram interesse pelo sistema, o que está segurando que a implantação aconteça efetivamente devido aos valores mais altos. A presidente da Comcam comentou que na AMOP (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), 27 cidades aderiram e pagam R$ 12,00 por família. “Como na Comcam temos até o momento só 10 municípios interessados, pode ser que o valor pago por estas cidades não seja viável para implantação da usina. Mas a Sanepar está tentando chegar a um valor que seja viável para os prefeitos”, afirmou Angela.

Ainda segundo ela, devido ao pouco número de cidades interessadas, a quantidade de resíduos sólidos gerada não seria suficiente para a implantação da usina. “Precisaria de mais municípios aderindo”, ressaltou.

O SISTEMA

Já foram várias as reuniões entre os prefeitos e Sanepar para discutir a implantação. Caso o sistema seja implantado, a ideia é que a Comcam conte com pelo menos 5 postos de recebimentos nos municípios de Campina da Lagoa, Luiziana, Janiópolis, Barbosa Ferraz, e Engenheiro Beltrão. A central será em Campo Mourão.

Técnicos da Sanepar já fizeram um estudo da área do aterro sanitário do município, constatando a necessidade de ampliação e recuperação de uma parte da área. Os municípios ficarão responsáveis pelo transbordo dos resíduos até os pontos de recebimento e a Sanepar pela destinação final. Os valores serão definidos de acordo com a realidade de cada cidade.

Conforme Angela, a implantação do aterro regional irá resolver o problema do lixo nos municípios que aderirem ao sistema. “Existe uma preocupação muito grande dos prefeitos para manutenção dos aterros. Além do alto custo, ele prejudica o gestor na pessoa física em caso de ações do Ministério Público”, afirmou.

Fonte: Tribuna do Interior

aterro sanitário regional

 

Últimas Notícias:
Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

O acesso ao saneamento básico adequado pode impactar diretamente a renda, a saúde e a qualidade de vida da população. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil. Moradores de regiões com acesso à água tratada e coleta de esgoto podem alcançar renda até duas vezes maior do que aqueles que vivem em áreas sem infraestrutura sanitária.

Leia mais »
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »