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Aneel faz hoje leilão para entrega de energia em 2017

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza, nesta sexta-feira, 6, o Leilão de Energia nº 3/2014, no qual será contratada energia para entrega a partir de 1º de janeiro de 2017 (A-3). Foram habilitados 268 projetos para o certame, com capacidade instalada de 7.010 megawatts disponibilizada principalmente nos estados do Ceará, da Bahia e do Rio Grande do Sul.

Os projetos eólicos, com 6.159 MW de capacidade e 248 empreendimentos, respondem por 87,9% da capacidade total habilitada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Também foram habilitados cinco projetos de termelétricas a biomassa (198 MW), 14 projetos de pequenas centrais hidrelétricas (235 MW) e o projeto hidrelétrico de expansão da usina de Santo Antonio, no rio Madeira (418 MW).

“A fonte eólica deve ser mais uma vez o destaque nesse leilão, não apenas pelo grande volume de usinas habilitadas, mas pelo fato de dessa fonte ter se mostrado muito competitiva nos leilões”, destacou, em nota, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. A EPE também prevê que os projetos de PCHs, por não concorrerem com as eólicas, também terão grande contratação. O leilão terá início às 10 horas e será operacionalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Os empreendimentos hidrelétricos serão contratados na modalidade quantidade, pelo prazo de trinta anos, e os demais, na modalidade disponibilidade, por vinte anos. Os preços de referência para o leilão serão de R$ 148,00/MWh (reais por megawatt-hora) para o produto quantidade, R$ 133,00/MWh para o produto disponibilidade e R$ 121,00/MWh para a ampliação da usina Santo Antônio.

Na visão da presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Melo, o grande número de projetos eólicos habilitados pela EPE mostra que o valor inicial de R$ 133/MWh, embora inferior ao desejado pelo setor, mantém a atratividade dos empreendimentos eólicos. “O setor esperava um valor de R$ 140/MWh”, destacou Elbia em entrevista ao Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado. “Mas vemos que o preço está em trajetória crescente, em linha com a necessidade do setor”, complementou. O preço-teto para todas as fontes habilitadas no leilão A-3 realizado no ano passado foi de R$ 126/MWh.

O preço de referência tende a acompanhar a elevação dos custos e dos riscos por parte do investidor. Além de fatores como a exigência de conexão ao sistema por parte do próprio empreendedor e de uma maior confiabilidade e operacionalidade dos projetos eólicos, os investidores correm riscos inerentes à inflação e à variação cambial. Sem contar a crescente exigência de fator de nacionalização imposta pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o principal financiador do setor.

O leilão de energia funcionará em um sistema de preços decrescentes, a partir de um valor teto estabelecido para cada fonte. A cada rodada uniforme as empresas vendedoras poderão apresentar lances de quantidade ao preço corrente do leilão. Ao final, haverá uma última rodada, discriminatória, na qual cada vendedor deverá submeter um único lance de preço para a quantidade de lotes classificados.

Fonte e Agradecimentos: Uol
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