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Casal vai solicitar revisão tarifária à Arsal; pedido se baseia na elevação dos custos

O presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Clécio Falcão, disse nesta  segunda-feira  (8)  que a  empresa  reconhece  que  a  Agência Reguladora  de Serviços Públicos  do Estado de Alagoas (Arsal)  tem a última palavra  para  o  reajuste  tarifário  e  que,  para  autorização  do  reajuste extraordinário de 15,27% , o órgão se baseou em diversos índices que medem a inflação do período de julho de 2014 a maio de 2015. Esses índices – explicou – não refletem os preços dos insumos específicos para saneamento, uma vez que essa área não possui índices próprios.
Com base nesse argumento, de acordo com Clécio Falcão, a Casal vai pleitear a revisão tarifária.  Para  isso,  a Companhia  vai  demonstrar  que  os  seus  custos aumentaram muito além dos 15,27% referentes ao reajuste concedido pela Arsal. “Somente  a  energia  elétrica,  que  é  um  dos  principais  insumos  da  Casal, aumentou cerca de  70% nos  últimos meses.
Considerando que  esta  despesa responde por cerca de 20% nos custos totais da Companhia, apenas para suprir o aumento de energia elétrica, portanto, haveria necessidade de um realinhamento tarifário da ordem de 14%”, explicou o presidente da Casal.
Clécio Falcão elencou uma série de outros componentes que incidem nos custos da  empresa,  como  produtos químicos,  serviços  de  manutenção,  material eletromecânico e reajuste salarial dos funcionários. “Com planilhas de preços de todos os seus insumos, a Companhia vai demonstrar a necessidade de que haja não apenas reajuste, mas um realinhamento tarifário, a fim de que a Casal possa suportar a carga de aumentos em seus custos sem comprometer a manutenção de sua estrutura nem a qualidade dos seus serviços”, salientou.
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