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Laudo do Inema sobre vazamento de esgoto no Rio Vermelho

Órgão está tomando todas as medidas e analisando as responsabilidades, diz coordenador de monitoramento

Está previsto para sair nesta terça-feira (29) o laudo técnico do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) sobre o derramamento de 756 milhões de litros de esgoto no mar do Rio Vermelho na última quinta-feira (24). O esgoto foi parar no mar depois que um ônibus derrubou um poste na Avenida Vasco da Gama e interrompeu a transmissão de energia para a Estação de Tratamento de Água do Lucaia. Sem energia, não foi possível fazer o tratamento do esgoto e enviá-lo ao emissário submarino do Rio Vermelho.

“A gente mede a qualidade da água permanentemente e, toda vez que há um caso específico como esse, a gente também faz análises, até para analisar a evolução dos processos de contaminação, mesmo depois de interrompido o lançamento do esgoto no mar. Esse laudo vai dar suporte à fiscalização daqui”, explica o coordenador de monitoramento do Inema, Eduardo Topázio.

“É preciso ver quais as circunstâncias exatas do acidente. Eu não sei exatamente como aconteceu, mas acidentes sempre são evitáveis e qualquer um que provoca danos ambientais pode responder por isso”, acrescentou Topázio.

Segundo ele, após apuradas as circunstâncias do lançamento de esgoto no mar, todos os envolvidos na situação podem ser responsabilizados. “O Inema está adotando todas as medidas, analisando os impactos e as responsabilidades por isso”, disse Topázio.

A Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa) informou que, responsável pelo tratamento de esgoto, foi procurada, mas não respondeu à reportagem até as 16h50 desta segunda-feira (28). A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) informou que apenas prestou auxílio à Embasa na tentativa de restabelecer o fornecimento de energia, mas que tanto o posto danificado no acidente, quanto a linha de transmissão permitem à Embasa.

Também está previsto para sair amanhã um novo laudo do boletim de balneabilidade, que mede a qualidade da água das praias para banho. De acordo com o Inema, a água deveria voltar ao normal cerca de 48 horas após a interrupção do lançamento – nesta segunda-feira (28) –, caso não chovesse forte na cidade. No entanto, após a chuva desta segunda, o Inema adianta que não é recomendado o banho de mar.

Acompanhamento

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recebeu uma representação com um pedido de investigação sobre o acidente. De acordo com o órgão, a representação ainda não foi distribuída, mas será encaminhada para ser acompanhada por um dos promotores do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama).

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que, embora a responsabilidade de fiscalização, neste caso, caiba ao Inema, vai acompanhar o caso.

Fonte: Correio 24horas
Foto: Divulgação

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