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Ministério Público pede explicações sobre falta de água em Maringá

Órgão solicitou informações à prefeitura e Sanepar sobre desabastecimento. Problema ocorre desde 11 de janeiro, quando forte chuva atingiu a cidade.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) solicitou informações à Prefeitura de Maringá, no norte do Paraná, e à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) sobre a falta de água no município. O documento foi expedido na sexta-feira (15), mas só foi divulgado nesta segunda-feira (18).

O abastecimento em Maringá está comprometido há uma semana. O Rio Pirapó transbordou e danificou os equipamentos utilizados na captação e distribuição de água. Cerca de 350 mil moradores, ou 85% da população, foram prejudicados.

O MP-PR quer saber como está o abastecimento na cidade e como os reparos estão sendo realizados. Com isso, a promotoria quer assegurar que a medição do consumo nas residências nos dias em que houve falta de água seja feita de forma justa.

Nesse período, a prefeitura disponibilizou 18 poços com água imprópria para o consumo humano. As pessoas podem tomar banho, cozinhar, limpar as residências, mas não devem beber.

Nesta segunda-feira, a Sanepar informou que apenas 10% da população ainda está desabastecida. Vinte bairros, localizados nas regiões mais altas, estão sem água. Os equipamentos que tinham sido danificados foram trocados e instalados, com isso a companhia conseguiu ampliar a produção de água.

A Sanepar estima que o abastecimento em toda a cidade deve ser normalizado até a noite desta segunda-feira. Nos bairros que ainda enfrentam o problema, caminhões-pipa estão em alguns locais distribuindo água potável.

Os veículos estão localizados na Avenida Mandacaru, em frente ao Tiro de Guerra; Avenida Alexandre Rasgulaeff, em frente a Terraplanagem Biazoto; no Conjunto Ney Braga, no cruzamento da rua Bem-Te-Vi com a rua Iven Lagoano Pacheco; no Jardim Alvorada, na rua São Silvestre; no Jardim Paulista, na rua José Granado Parra; no Conjunto Thays, na Avenida das Torres entre as ruas Braz José Jorge e Geraldo José Jorge.

Na sexta-feira (15), o Procon de Maringá notificou a Sanepar por causa da falta de água a moradores. O Procon afirma que aplicará multa à companhia e deu dez dias para que a empresa se defenda. O valor da sanção, de acordo com o diretor do Procon em Maringá, Mário Hossokawa, depende da justificativa apresentada e da prorrogação da falta de água. A companhia não comentou sobre a notificação.

Distribuição de água potável pela Sanepar:

– Em frente à Sanepar, na Avenida Pedro Taques;
– Em frente à caixa-d’água da Sanepar, na Av. Osires Guimarães;
– Na Praça Miguel de Oliveira, no Conjunto Requião;
– Em frente ao Centro Esportivo da Vila Operária, na Avenida Paiçandu com a Riachuelo;
– Em frente ao Colégio Tancredo Neves, na Avenida Tuiuti;
– No Conjunto Ney Braga, na Rua Bem-te-vi com a Rua Iven Lagoano Pacheco;
– Jardim Aeroporto, na Rua José Balan.

Ponto de poços da prefeitura:
– Horta Jd Aurora
Rua Antônio Marinho, s/n
– Horta do Borba Gato
Rua dos Gerânios, s/n
– Horta Branca Vieira I
Rua Rio São Francisco, 88 (Sopão)
– Horta Cidade Alta
Rua Evaldo Braga, s/n
– Horta Cidade Canção
Rua Paschoal Locatelli, s/n
– Horta da Vila Esperança
Rua Maria Thereza Bergamasco
– Horta Guaiapó
Rua José Américo s/n
– Horta Distrito Iguatemi
Rua Urutago, s/n
– Horta Itatiaia
Rua Mário de Andrade, s/n
– Horta Itaipu
Rua Antônio Saldanha
– Horta Ney Braga
Rua João de Barro ao lado Posto de saúde
– Horta Oásis
Rua Japuratuba, 742
– Horta Tarumã
Rua Gravena Genta
– Horta Universo
Rua Joaquim Duarte Moleirinho, s/n
– Horta Ebenezer
Rua Bruno Bluthegen, s/n
– Horta Tóquio
Rua Pion. Devige Crepaldi, s/n
– Horta Montreal
Rua Mourvan Neves, s/n

Fonte: G1
Foto: Reprodução/RPC

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