saneamento basico

Parceria na produção de água

Por: Giuliano Dragone
A região metropolitana de São Paulo ainda sofre com a ameaça de racionamento de água. O sistema Cantareira, que abastece metade da população na Grande São Paulo, chegou a atingir, no início deste mês, a histórica marca negativa de apenas 15% de sua capacidade. A situação só não se agravou ainda mais porque a Sabesp passou a utilizar parte da água dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê para compensar a queda na produção no Cantareira.

Como representante da iniciativa privada no saneamento, fico feliz ao saber que uma PPP, a primeira realizada pela Sabesp, permitiu à concessionária pública buscar alternativas para não penalizar a população com a falta d´água. Esta PPP, firmada em 2008, permitiu que a água potável produzida pelo Alto Tietê passasse de 10 m3 para 15 m3 por segundo, expandindo o atendimento para 5 milhões de pessoas na zona leste da Grande São Paulo, 1,5 milhão a mais do que o contingente atendido anteriormente.

A parceria possibilitou que o aumento na produção da ETA Taiaçupeba fosse alcançado em dois anos em vez dos oito previstos anteriormente. Além disso, o investimento em novas tecnologias e processos pôde ser utilizado pela Sabesp em outros sistemas produtores, como se vê agora, na atual contingência.

A PPP do Sistema Produtor do Alto Tietê (SPAT) é um bom exemplo de cooperação entre o público e o privado na esfera do saneamento. Essa aproximação técnica e de gestão é, em nosso entendimento, essencial para atingir as metas estabelecidas pelo Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico) para a universalização dos serviços de água e esgoto no Brasil.

É ainda a maneira mais rápida e eficaz de dar respostas a muitos dos problemas que afligem o setor, como a necessidade de se expandir a coleta e o tratamento de esgoto e o desafio de se reduzir as perdas físicas de águas a patamares aceitos sob o padrão internacional, como forma, inclusive, de se evitar o racionamento nas grandes áreas urbanas.

O cenário é propício para a mútua cooperação entre a iniciativa privada e o setor público. Com essa aproximação, será possível investir em projetos a longo prazo e garantir não apenas o abastecimento de água, mas também a coleta e tratamento de esgoto a todos, como condição essencial de desenvolvimento humano e sócio-econômico de nossa população.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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