saneamento basico

1° Encontro Técnico de Produtos e Soluções para Águas Subterrâneas

A Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS) promoveu no dia 10 de agosto, no CIESP em Campinas/SP, o “ 1° Encontro Técnico de Produtos e Soluções para Águas Subterrâneas”.

No evento foram apresentados produtos, soluções e inovações no segmento, além da discussão de questões Legais e Operacionais do Uso da Água Subterrânea, e seus efeitos sobre a Perfuração em todo o Brasil.

José Paulo G. M. Netto, presidente da ABAS abriu o evento, comentando as medidas tomadas pela Associação em defesa dos Poços no Brasil, combatendo as ações que podem prejudicar o segmento.

Citou como exemplo, quando foi proposto o Projeto de Lei N° 7915/2010, em novembro de 2010, onde os Poços Artesianos eram considerados atividades de risco ambiental, pois causariam o esgotamento dos aquíferos.

A ABAS atuou junto à Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, apresentando argumentações legais e técnicas que comprovaram o absurdo proposto por tal Projeto de Lei.

Esclareceu ainda que os aquíferos no Brasil, não estão sendo esgotados e que Poços Artesianos são isentos de licenciamentos ambientais por não serem considerados atividade de risco, nem sequer pela própria Legislação Ambiental Federal – Lei N° 6938/81 e Resolução 237 do Conselho Nacional de Meio Ambiente. Em outubro de 2011, O Projeto de Lei 7915 foi rejeitado e arquivado pela Câmara dos Deputados.

O representante da ABAS destacou que a Associação vem acompanhando as negativas às Licenças de Perfuração e Outorgas em todos os Estados, respondendo Consultas relativas ao assunto, estudando Medidas Legais de Proteção aos Poços e trabalhando em campanhas de divulgação de informações e desmistificação.

“Mitos e falta de conhecimento técnico dificultam os processos e podem criar problemas de difícil solução”, afirmou.

Ele também criticou a atual forma de gestão, que incentiva a ilegalidade. O prazo para licença e outorga é de 1 ano no Estado de São Paulo (Até 06/2017) e de 2-3 anos em Minas Gerais. O ilegal é feito em 5 dias.

O Eng. José Lazaro Gomes, representando a Prominas Brasil Equipamentos ( www.prominasbrasil.com.br ), apresentou a linha de produtos da empresa e a importância da redução do custo de perfuração para a sobrevivência da empresa.

A PROMINAS vem desenvolvendo tecnologia própria em toda sua linha de produtos. Assim aconteceu na linha de perfuratrizes percussoras, perfuratrizes rotativas, perfuratrizes roto-pneumáticas, ferramentas de perfuração e, mais recentemente, a partir de 1980, por pedido da PETROBRÁS – PETRÓLEO BRASILEIRO S.A., o desenvolvimento de uma família de bombas alternativas de alta pressão.

Em função de concorrências predatórias e circunstâncias mercadológicas, a PROMINAS buscou outros mercados onde a exigência de qualidade sobrepõe–se ao preço, focando seus investimentos em quatro (quatro) linhas de produtos de alto valor agregado, atingindo resultados surpreendentes, tornando-se líder de mercado nas áreas em que atua, condição que mantém até hoje, sendo seus principais produtos:

  • Equipamentos para perfuração de poços tubulares profundos
  • Equipamentos para saneamento
  • Bombas alternativas
  • Equipamentos para filtragem

O engenheiro da Prominas, comentou a importância de utilizar produtos de qualidade.

“Quanto menor for a manutenção e melhor o suporte, mais rápido será o retorno sobre o investimento”, disse.

CUSTOS VARIÁVEIS

Fonte: Eng° José Lazaro Gomes

Fernando Mancini de Oliveira, Engenheiro da Hidroview Monitoramento ( www.hidroview.com.br ) , discorreu sobre as “Soluções para o Monitoramento Remoto de Poços Artesianos”.

O representante da Hidroview, destacou a importância do tema, como o monitoramento do poço, da vazão, consumo de água e dados elétricos do conjunto motobomba. E os benefícios, como atender a exigências ambientais, prevenção de danos (queima do conjunto motobomba), minimizar custos operacionais e horas paradas, maximizar a eficiência e relatórios padronizados.

Opções atuais:

  • Levantamento de dados de forma manual.
  • Telemetria/Automação via Rádio.
  • Dataloggers
  • Telemetria/Automação via General Packet Radio Service (GPRS)

O Hidrohub, um dos produtos da companhia, atende as demandas de coleta e transmissão real de dados para armazenamento. Com uma plataforma simples e telemetria via GPRS (celular), conecta os sensores analógicos de campo diretamente com a nuvem. Toda configuração, registro e tratamento de dados são realizados por um servidor, o que cria mais eficiência no processamento das informações. Isto reduz custos com programação e manutenção, além de evitar investimentos altos em equipamentos e TI.

CENTRAL REMOTA

Dados Quantitativos:

  • Nível Estático
  • Nível Dinâmico
  • Nível de Reservatórios
  • Pressão
  • Temperatura
  • Volume
  • Vazão
  • Horas Trabalhadas

Dados Qualitativos:

  • Condutividade
  • PH
  • Cloro
  • Outros

Dados Elétricos:

  • Tensão nas 3 fases
  • Corrente nas 3 fases
  • Frequência
  • Fator de Potência
  • Consumo de Energia

SISTEMA ON-LINE HIDROVIEW (Nuvem)

Cadastramento de Recursos Hídricos

  • Poços Artesianos
  • Poços de Monitoramento
  • Reservatórios
  • Integração com Google
  • Fotos e mapas

Teste de Vazão

  • Máxima
  • Recuperação
  • Escalonado
  • Curva do poço
  • Transmissividade

Gestão e Processamento dos Dados em Plataforma Moderna e Criptografada

Cadastro de relatórios de Manutenções

Gerenciamento do monitoramento remoto

Emissão de Alertas

Anexos

Disponibilização do poço on-line para cliente final

Fernando Mancini de Oliveira enfatizou, que o controle e monitoramento constante evita o desperdício de água, contribui para a economia de energia, além de cooperar para minimizar as interferências no meio ambiente.

“Em uma analogia simples, verificar os níveis, produção e qualidade da água de um poço é como verificar o nível de óleo do seu carro, se ficar sem óleo, é muito provável fundir o motor e gerar sérios prejuízos”.

Finalizou a apresentação, afirmando que o sistema conta com serviços de armazenamento em nuvem de alta disponibilidade, oferecendo aos clientes e parceiros a segurança e confiabilidade dos dados armazenados em infraestruturas de última geração.

José Paulo G.M. Netto representando a Maxiágua ( www.maxiagua.com ) , encerrou a primeira parte do evento discorrendo sobre a “Solução de Problemas de Desenvolvimento de Poços e Reabilitação de Vazão”.

De acordo com o especialista, o Desenvolvimento é uma associação de métodos e processos hidráulicos, mecânicos e químicos, que tem a finalidade de remover todo material que dificulte o fluxo de água do aquífero para o poço.

Um desenvolvimento adequado permite o aumento da permeabilidade no pré-filtro e na Formação Geológica (próximo ao Poço), permitindo que o fluxo do aquífero para o poço seja o mais laminar possível, a produção de água isenta de areia e materiais coloidais, e com uma eficiência hidráulica do poço tendendo a 100%.

Importância da Eficiência Hidráulica dos Poços:

  • Mostrar resultados do projeto e do desenvolvimento
  • Tem relação direta com a Vazão que será explorada (poço com água, pouca água ou até sem água)
  • É determinante na amortização do valor inicialmente investido (m³ de água produzida / R$ investido)
  • Implica diretamente no Custo de Exploração (Kw/h consumido / m³ água produzida, custos operacionais, implantação, etc.)

Objetivos principais do Desenvolvimento de Poços:

  • Reparar os danos causados na Formação Geológica causados pela perfuração do poço
  • Restabelecer as características físicas básicas do aquífero e do pré-filtro, e remover o reboco

Principais Métodos de Desenvolvimento

  • Bombeamento com ar comprimido: “Air lift” = hidráulico
  • Superbombeamento: Bombeamento com bomba com vazão pelo menos 2 vezes superior à prevista = hidráulico
  • Jateamento: Jateamento de soluções com alta pressão em frente aos filtros = hidráulico
  • Pistoneamento: Movimento ascendente e descendente com êmbolo de borracha = mecânico + hidráulico
  • Bombeamento com ar + Pistoneamento: “ Pistoneamento Americano” = mecânico + hidráulico
  • Deve-se sempre se aplicar em conjunto, produtos químicos dispersantes (NO RUST) = químico

“Normalmente se utiliza um ou mais métodos, combinados e com químicos”, disse.

José Paulo Netto explicou os fatores que contribuem para uma baixa eficiência nos poços.

Relacionados ao Projeto:

  • Dimensionamento inadequado dos filtros
  • Dimensionamento inadequado do pré-filtro
  • Dimensionamento inadequado do revestimento
  • Dimensionamento inadequado da bomba

Relacionados à construção do poço:

  • Efeitos da lama de perfuração
  • Mau posicionamento dos filtros
  • Ineficiência dos processos de desenvolvimento

Outro ponto salientado foi a identificação dos problemas:

  • A vazão do poço se encontra dentro da expectativa inicial?
  • Existem poços próximos para correlação?
  • Qual foi o fluído utilizado?
  • Qual foi o tempo de perfuração e problemas durante os trabalhos?
  • Existe dificuldade de limpeza, ou água suja?
  • Está evidenciada alguma anomalia geológica? (Amostras de calha, perfilagem, etc.)

O especialista defendeu a utilização do produto No-Rust, que é um agente desincrustante de alta eficiência desenvolvido para limpeza, reabilitação e desenvolvimento de poços, com real capacidade de redução de metais na formação geológica e recuperação de vazão.

No desenvolvimento de poços, atua como dispersante químico trabalhando nas ligações químicas dos fluidos de perfuração e sobre os íons metálicos presentes.

Na 2ª Fase de Desenvolvimento as soluções apontadas:

  • Conhecer detalhadamente o Problema
  • Utilizar o Produto Correto, com composição conhecida e Certificados;
  • Respeitar uma relação massa x massa
  • Utilizar a Metodologia Correta;
  • Não Economizar nos Químicos, com a falsa ideia de redução de custos

Estudo de Casos Reais (quanto a vazões)

Fonte: José Paulo Netto / Maxiágua

“Utilizar a melhor metodologia e o melhor produto sem dúvida alguma custa menos e produz mais água”, concluiu José Paulo Netto.

Gheorge Patrick Iwaki

[email protected]
Responsável Técnico

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