saneamento basico

Todos somos responsáveis

Por: Álvaro Menezes
Em março se comemora o dia mundial da água e as companhias estaduais de saneamento, pelo mercado que possuem, tem uma grande responsabilidade pelo que fazem com a água, coletando-a, transportando-a e deixando-a à disposição de cada um que necessite fazer uso dos benefícios que decorrem do aproveitamento das qualidades desse bem, cujo valor é mensurado de formas tangíveis e intangíveis. Hoje em dia, porém, se é possível comemorar os avanços ocorridos nos últimos anos na melhoria da qualidade dos serviços e no uso de modelos de gestão que valorizam a governança corporativa e a aplicação de tecnologias mais modernas, para fazer com que o processo que envolve a distribuição da água e também a coleta e o tratamento de esgotos, alcance resultados máximos na vida de cada cidadão com impactos mínimos no meio ambiente, é urgente também fazer com que se entenda o papel da companhia estadual – ou mesmo dos serviços municipais ou privados – como operadora e parte de um sistema urbano ou até rural. Não é mais possível imaginar que seja viável isolar da gestão pública, notadamente no caso de serviços essenciais e que tem relação direta com a água, partes que possam funcionar sem planejamento, monitoramento e controle integrados ao que acontece nas cidades, nos Estados, no Brasil e no mundo. Avaliando o que acontece todo ano no Nordeste do Brasil com a seca atuando como fenômeno permanente, as cheias que atingem periodicamente e com maior frequência todas as regiões do País, as estiagens que vão de Norte a Sul e de Este a Oeste com destaque para as secas ocasionais verificadas agora em São Paulo e no Rio Grande do Sul há pouco, fica a certeza de que não é mais possível fazer planos que tenham como base dados históricos que mostram fenômenos repetidos há 10, 20, 100 ou mais anos. É necessário planejar o futuro com base nas previsões dos eventos extremos que hoje atingem a todos os continentes. Isto faz com que os modelos atuais de gestão pública também não se pautem mais por previsões meramente eleitorais ou ideologias ultrapassadas e convenientes. Não é apenas o operador dos serviços de saneamento quem deve se responsabilizar pelos mananciais, tanto pelo seu uso como sua proteção. Os recursos hídricos já são há anos no Japão, na Holanda, na Alemanha, no Canadá e nos Estados Unidos por exemplo, recursos estratégicos reverenciados, respeitados e geridos por profissionais capacitados. Infelizmente, apesar dos instrumentos legais disponíveis e da disponibilidade de recursos financeiros para o setor de saneamento, o Governo Federal e os nossos políticos profissionais, seguem acreditando que a gestão de recursos hídricos no Brasil é um assunto folclórico que lembra aos católicos, São José, aos evangélicos o próprio milagre da criação do mundo e das águas, por Deus e para os que não são religiosos, as mudanças climáticas decorrentes da própria evolução da Terra. O que se pode afirmar para reflexão de nossos Governantes, Ministros e políticos profissionais com mandato ou sem, é que as operadoras dos serviços de saneamento, públicas ou privadas, já fazem a sua parte e tentam fazer, com uma vantagem, conhecem seu limites. Os riscos aumentam a cada dia enquanto o Governos Federal, Estadual e Municipal não entenderem que todos somos responsáveis pela manutenção da água entre nós por mais tempo.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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