saneamento basico

Bancos poderiam ‘absorver’ quebra de empresas da Lava Jato, diz BC

Simulações feitas pelo Banco Central indicam que o sistema financeiro “teria condições de absorver os impactos de ‘default’ [incapacidade de pagar suas dívidas] das empresas mais vulneráveis citadas na Lava Jato”, caso isso venha a ocorrer, e de seu respectivo contágio, incluindo a inadimplência de empresas fornecedoras e de seus funcionários. Os dados fazem parte do relatório de estabilidade financeira do primeiro semestre, divulgado nesta quinta-feira (1º).

“Embora a rentabilidade fosse bastante afetada, nenhuma instituição financeira ficaria insolvente [com débitos maiores do que os rendimentos a receber], e o impacto geraria necessidade de capital de R$ 130 milhões para o reenquadramento de instituições financeiras”, informou a autoridade monetária.

O Banco Central não explicita quais são as empresas consideradas mais vulneráveis entre as citadas na Lava Jato. Pelo menos três empresas envolvidas nas investigações, no entanto, já pediram recuperação judicial: Grupo Schahin, OAS e Galvão Engenharia.

O BC avalia que, estabelecida a rede de conexões do setor real e identificada sua exposição no sistema financeiro nacional, é possível simular os efeitos de contágio causados pela “quebra” de um ou mais grupos econômicos simultaneamente, incluindo o impacto de seus fornecedores e prestadores de serviço diretos e de todas as demais empresas que indiretamente dependam deles de forma relevante, além dos empregados de cada uma dessas empresas.

Segundo o Banco Central, mesmo ampliando a hipótese de “default” (quebra) para todas as empresas citadas, seus respectivos grupos, rede de conexões e funcionários, o sistema financeiro nacional “continuaria mostrando alta resistência, com nenhuma instituição insolvente e uma necessidade de capital para reenquadramento de R$ 3,4 bilhões, o que equivale a 0,4% do patrimônio de referência atual do sistema”.

“Evidentemente que, nas hipóteses mais extremas, a rentabilidade do SFN seria impactada de forma ainda mais severa”, acrescentou o Banco Central na análise.

A autoridade monetária destaca que os grupos econômicos atuam em “vários setores da economia” e acrescenta nem todos os setores foram “envolvidos ou alcançados pelos eventos em debate”. “Ademais, os modelos de negócios são, em sua maioria estruturados com um conjunto razoável de garantias do próprio empreendimento, o que pode reduzir significativamente o contágio de eventual evento extremo”, acrescentou o BC.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/10/bancos-poderiam-absorver-quebra-de-empresas-da-lava-jato-diz-bc.html

Últimas Notícias:
Novas tecnologias ampliam tratamento de esgoto em estação que atende moradores das zonas norte e leste de São Paulo

Novas tecnologias ampliam tratamento de esgoto em estação que atende moradores das zonas norte e leste de São Paulo

São Paulo, 11 de junho de 2026 – A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Novo Mundo, na capital paulista. Passa por um “upgrade tecnológico” que contribuirá com a ampliação do tratamento em 148% – de 2,5 milhões para 6,2 milhões de litros por segundo. Com novos equipamentos e processos, a ETE, inaugurada há 28 anos, poderá crescer sem aumentar a área de 190 mil metros quadrados que ocupa na zona norte de São Paulo, uma das mais adensadas da capital.

Leia mais »
Estudo aponta que Holambra acumulou R$ 278 milhões em ganhos socioeconômicos com avanços no saneamento

Estudo aponta que Holambra acumulou R$ 278 milhões em ganhos socioeconômicos com avanços no saneamento

Levantamento do Instituto Trata Brasil detalha os impactos positivos na saúde, no turismo e na valorização imobiliária do município. A expansão da infraestrutura de saneamento básico em Holambra (SP) gerou um impacto positivo de R$ 278 milhões para o município entre 2013 e 2024. Os dados são do novo estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento em Holambra”.

Leia mais »
Estudos de tratabilidade a importância da avaliação técnica na definição de rotas de tratamento e desaguamento de lodos SBV Engenharia Ambiental

Estudos de tratabilidade: a importância da avaliação técnica na definição de rotas de tratamento e desaguamento de lodos | SBV Engenharia Ambiental

A gestão de lodos constitui um dos principais desafios operacionais enfrentados por indústrias e sistemas de saneamento. Embora frequentemente tratada como uma etapa secundária dentro do processo de tratamento de efluentes, a geração, o manejo e a destinação desses resíduos representam parcela significativa dos custos operacionais de uma unidade, além de influenciarem diretamente sua eficiência ambiental e sua conformidade regulatória.

Leia mais »