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CAB pode receber aporte da GP Investimentos

A GP Investments negocia um aporte de até R$ 300 milhões na empresa de saneamento CAB Ambiental, do Grupo Galvão, por uma participação minoritária. O investidor e o grupo estão em fases finais de negociação, segundo apurou o Valor.
Com os recursos da gestora, a CAB teria um fortalecimento de capital importante para investir em suas operações atuais e ganharia porte para um segundo passo maior. A empresa negocia uma possível fusão com a Aegea, do grupo Equipav. As conversas devem avançar em 2015.

Caso o aporte seja fechado, os recursos dirigidos à CAB têm como destino mais provável a operação da CAB em Cuiabá. Segundo fontes do setor, a empresa precisa investir na unidade, onde iniciou serviços de água e esgoto em 2012 e tem contrato até 2042.

A CAB teve receita líquida de R$ 487,1 milhões no ano passado e Ebitda de R$ 105,9 bilhões. Lucrou R$ 19,6 milhões e terminou o ano com uma dívida financeira bruta de R$ 875,9 milhões. Além do grupo Galvão, da área de engenharia e construção pesada, que detém 67% de suas ações, há a BNDESPar, com 33%. Ela tem concessões ainda nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Alagoas. Os contratos atendem 6,6 milhões de pessoas.

A união com a Aegea faria sentido para as duas companhias, que poderiam ter ganhos de sinergia. A Aegea, com uma população atendida de 2,3 milhões de pessoas, tem pouco menos do dobro tamanho da CAB em termos de faturamento. No ano passado, teve receita líquida de R$ 700 milhões, Ebitda de R$ 224,2 milhões e lucro de R$ 81 milhões. Sua dívida bruta somava R$ 987,5 milhões. Assim como a CAB, tem concessões no Mato Grosso. Também opera em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Santa Catarina.

São acionistas da Aegea o fundo soberano de Cingapura (GIC), com 12%, a International Finance Corporation (IFC) e o Fundo Global de Infraestrutura (GIF), gerenciado pela IFC, os dois últimos somando 5,5%.

A CAB e a Aegea fazem serviços de captação, tratamento e distribuição de água, coleta e tratamentode esgoto e obras diversas de saneamento. Entre suas concorrentes, estão OAS Soluções Ambientais e Odebrecht Ambiental.

Também existe a possibilidade de que alguma parte do aporte vá direto para Galvão Engenharia, empresa do grupo Galvão de projetos de transportes e logística na (com compra de ações da CAB). Os recursos poderiam ajudar a companhia nos investimentos da BR-153. A empresa venceu neste ano o leilão para a concessão de 624 km da rodovia, ligando os municípios de Anápolis (GO) e Aliança (TO).

Procurados, CAB e Aegea não comentaram o assunto. A GP, que disse ‘não comentar boatos do mercado’ está em fase de captação de um fundo para investimentos em infraestrutura. (Colaborou Vinícius Pinheiro).

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