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CGU abre processo para investigar seis empresas da Lava Jato

Empreiteiras correm risco de serem proibidas de contratar com o governo. Segundo a pasta, companhias serão notificadas nos próximos dias.

Responsável pelo combate à corrupção dentro do governo federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) ordenou nesta quarta-feira (18), por meio de portaria publicada no “Diário Oficial da União”, a abertura de mais seis processos administrativos contra empresas investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF).

Desta vez, o ministro-chefe da CGU, Valdir Simão, determinou que a pasta apure a eventual responsabilização das empreiteiras Tome Engenharia S/A, Egesa Engenharia S/A, Carioca Christian Nielsen S/A, Skanska Brasil Ltda, Eit Empresa Industrial Técnica S/A, MPE Montagens e Projetos Especiais S/A.

A MPE foi citada, nos depoimentos do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, como integrante permanente do “clube das empreiteiras” que combinava resultado das licitações e dividia entre si as obras da estatal do petróleo. As outras cinco companhias alvo de processo da CGU foram mencionadas como participantes “esporádicas” da combinação.

Além dos relatos de Costa e Youssef, os executivos Julio Gerin de Almeida Camargo, do Grupo Toyo, e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, do Grupo Setal, também citaram em depoimentos prestados no acordo de delação premiada que as seis companhias faziam parte do esquema de corrupção, informou o Ministério Público Federal.

De acordo com a CGU, as companhias serão notificadas nos próximos dias sobre o processo administrativo de responsabilização.

Em nota oficial, o órgão ligado à Presidência da República afirmou que, “caso sejam responsabilizadas”, as empresas podem vir a ficar impedidas de celebrar novos contratos com a administração pública. Além disso, o governo pode aplicar multas ou outras penalidades previstas na legislação.

Em nota, a Egesa Engenharia negou qualquer participação no esquema investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. A empresa afirmou que “jamais obteve benefício de qualquer natureza na condução de seus contratos junto a Petrobras.”

A Skanska informou que conduz seus negócios com “alto grau de integridade e ética” e disse que está à disposição das autoridades para colaborar nas investigações.
A TV Globo e o G1 não obtiveram resposta das outras empresas até a última atualização desta reportagem.

Em dezembro, a Controladoria-Geral da União havia instaurado processos administrativos de responsabilização contra oito empresas envolvidas na Lava Jato: Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, Mendes Junior, OAS, Queiroz Galvão e UTC-Constran.

Já na quarta-feira passada (11) a pasta determinou que fossem abertos processos administrativos contra outras dez empresas: Odebrecht, Andrade Gutierrez, Alumni Engenharia, GDK, Promon Engenharia, Fidens Engenharia, Sanko Sider, Odebrecht Óleo e Gás, Odebrecht Ambiental e SOG Óleo e Gás.

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