saneamento basico

Com decreto prestes a vencer, administração ainda não sabe como proceder em relação à Sanepar em Londrina

Neste mês de agosto vence mais um decreto da Prefeitura Municipal de Londrina que permite a exploração em caráter emergencial dos serviços de água e esgoto pela Sanepar. A administração ainda não definiu como deve proceder em relação ao futuro: se opta por um novo contrato com a empresa estadual, municipaliza ou faz uma nova licitação

O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) declarou nessa segunda-feira (4) que está na Secretaria Municipal de Gestão Pública um processo para a contratação de uma empresa que faça o levantamento patrimonial da estrutura de água e esgoto. A intenção é verificar se existe algum risco econômico, caso a Sanepar saia de Londrina e peça ressarcimento.

“Esse processo está em fase de licitação de uma empresa para fazer o levantamento de todos os ativos que hoje pertencem à Sanepar e devam, porventura, ser revertidos em favor dela, caso haja o rompimento do contrato, ou melhor, não haja um contrato de programa junto à Sanepar”, explicou.

A Gestão Pública informou na manhã desta terça-feira (5) que ainda não sabe quando o edital será lançado. Atualmente, ele se encontra sob análise da Procuradoria Jurídica. O contrato entre Sanepar e Município de Londrina foi firmado em 1973 e venceu em 2003.

O último decreto que autoriza a Sanepar a explorar os serviços em Londrina foi assinado em fevereiro de 2014 por Alexandre Kireeff. Em 1996, o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida chegou a assinar uma prorrogação por outros 30 anos com a empresa, mas o termo não é considerado válido legalmente.

O próprio texto do decreto assinado em fevereiro por Kireeff aponta problemas jurídicos dessa manutenção. “Caso fosse possível reputar válida a prorrogação, é de notar que não atenderia ao interesse público a manutenção das condições contratuais avençadas em 1973, notadamente no que concerne à fixação das tarifas, cuja competência fora cometida via delegação à Sanepar, contrariando a natureza jurídica que informa o instituto da concessão.”

A administração de Barbosa Neto (PDT) chegou a iniciar um levantamento patrimonial do serviço de água e esgoto com a Fundação Getúlio Vargas, mas o contrato foi rompido após a cassação do ex-prefeito e a gestão Kireeff aposta na criação inicialmente da Agência de Serviços de Londrina (Arselon).

O órgão será responsável por conduzir a discussão sobre diversos serviços essenciais, entre eles água e esgoto.

Fonte e Agradecimentos: http://londrina.odiario.com/londrina/noticia/854679/administracao-ainda-nao-sabe-como-proceder-em-relacao-a-sanepar/

Últimas Notícias:
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »