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Comitê vai solicitar anulação do processo de concessão de água de Camboriú

Documentos que apresentam indícios de irregularidades no processo de concessão dos serviços de água e esgoto de Camboriú. Pareceres da Emasa, atual fornecedora de água tratada para a cidade, de que há a possibilidade de um consócio entre as cidades e a ampliação do tratamento.

Legislação que demonstra que o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú é um órgão legítimo de debate sobre a gestão dos recursos hídricos na região. Abaixo assinado com cerca de 2 mil assinaturas demonstrando a posição contrária de moradores com relação à concessão. Estes são alguns dos documentos que estão na resolução aprovada em assembleia do Comitê Camboriú, realizada na noite desta quarta-feira (4) no Instituto Federal.

O presidente do Comitê Camboriú, Paulo Schwingel, explica que toda esta documentação será apresentada ao Ministério Público com o pedido de que o processo seja parado imediatamente e anulado. “Identificamos uma série de problemas no processo. E é preciso lembrar que trata-se de 35 anos de concessão”, destacou durante a assembleia.

A preocupação dos membros do Comitê e da comunidade que acompanhou a assembleia é que o processo está bem adiantado, com abertura dos envelopes de licitação no dia 19 de fevereiro. Por isso, os documentos serão encaminhados ao Ministério Público Estadual e Federal ainda esta semana.

O Comitê, composto por representantes de 30 entidades das cidades de Camboriú e Balneário Camboriú e por um corpo técnico especializado, defende que o processo licitatório seja suspenso para que haja a possibilidade de ampliar a discussão de formas alternativas de gestão da água. “Este é um assunto muito sério, que está tendo uma discussão muito pequena”, avaliou Paulo Schwingel.

Maria Amélia Pellizzetti, membro do Comitê representando o IFC Camboriú, apontou que desde 2013 o Comitê vem discutindo uma proposta de consórcio entre as duas cidades, inclusive com reuniões com os prefeitos. A questão da autorização para captação da água também foi discutida, uma vez que a Prefeitura de Camboriú não tem esta permissão estadual.

Segundo técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, responsável por esta autorização, este é um processo demorado e que tem que ser bem avaliado. Além disso, Camboriú nem solicitou ainda esta autorização.

Muitos problemas

Antes do debate da resolução, representantes do Comitê e do Movimento Popular contra a concessão relataram como está o processo de concessão. Da Audiência Pública, realizada em novembro, os relatos são de problemas na divulgação e na condução dos trabalhos.

Alguns falaram ainda da dificuldade de acesso aos editais e exigências da licitação. Foi o caso da professora Maria Amélia Pellizzetti, que solicitou a cópia do edital e recebeu uma negativa da Prefeitura. “É um documento público”, lembrou ela.

Foram apresentadas, ainda, as denúncias já protocoladas no Ministério Público. Uma foi apresentada pelo vereador Carlos Alexandre Martins (PSD) e outra pelos vereadores Ângelo César Gervásio (PMDB) e Jane Stefenn (PSDB).

Representantes da Prefeitura que participaram da Assembleia não tiveram interesse em apresentar os argumentos para a concessão do Executivo.

Com informações do site ClickCamboriú

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