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Cuiabá usará caos na Galvão para romper contrato com a CAB

A meta da CAB Ambiental em universalizar a distribuição de água tratada em Cuiabá se encerra no final deste mês bem distante de ser cumprida. A terceirização do serviço de fornecimento de água e tratamento de esgoto foi firmada em 2012 na gestão do ex-prefeito Chico Galindo (PTB).

Neste período, o que deveria se transformar em solução virou um drama aos cuiabanos com excessivos reajustes na tarifa de água e uma fiscalização inoperante da AMAES (Agência Municipal de Água e Esgotamento Sanitário), recentemente extinta pelo prefeito Mauro Mendes (PSB). Por conta do descumprimento da meta contratual, a Prefeitura de Cuiabá encaminhou notificação solicitando da CAB Ambiental explicações a respeito da meta de universalizar a água tratada em 3 anos e a capacidade de investimentos  do municípios.

Recentemente, houve pedido de recuperação judicial pelo grupo Galvão Engenharia do qual a CAB Ambiental faz parte, o que pode inviabilizar o acesso a novos créditos para execução de obras. “Nós temos relatos da agência de avaliação de risco que rebaixou e fez apontamentos negativos da saúde financeira do grupo Galvão. Existe uma preocupação do poder público  porque se trata de um contrato de 30 anos e queremos saber se a concessionária vai ter capacidade financeira  para cumprir as metas contratuais”, declarou o procurador geral do município, Rogério Gallo, em entrevista ao jornal do Meio Dia deste sábado (18) exibido pela TV Record.

Gallo lembra que, quando a CAB Ambiental assumiu a responsabilidade pela distribuição de água, o sistema não estava em todo precarizado, bastando apenas a necessidade de aperfeiçoamento, o que não aconteceu.  “Já havia rede de abastecimento de água em 99% de Cuiabá quando a CAB Ambiental assumiu o serviço. O que não havia era regularidade para garantir o abastecimento de água tratada na casa das pessoas. O que a concessão fez foi uma meta para garantir a freqüência deste serviço em três anos. Mas, neste prazo, é notório que não houve avanços”, destacou.

A CAB Ambiental tem o prazo de 30 dias para prestar informações detalhadas das medidas tomadas. A partir daí, a Prefeitura de Cuiabá vai decidir se mantém ou não os serviços nas mãos da iniciativa privada. “Queremos saber se existe um planejamento claro para empregar recursos e cumprir metas como a universalização da água. Desejamos que os contratos sejam cumpridos. Se não houver nada disso, podemos tomar até as medidas mais drásticas”, disse.

Embora não tenha encerrado o prazo, a Prefeitura de Cuiabá pretende ter informações das políticas públicas implementadas a respeito do sistema de tratamento de esgoto. O contrato prevê o prazo de cumprimento em em 10 anos. Ou seja, falta 7 anos para a CAB Ambiental cumprir integralmente essa meta prevista em contrato.

Fonte: http://www.folhamax.com.br/politica/cuiaba-usara-caos-na-galvao-para-romper-contrato-com-a-cab/42938

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