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Falta de recursos e problemas em licitação atrasam obras da Sabesp

Já no final de maio, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a posição da Companhia apontando “enfraquecimento financeiro e expectativa de maior deterioração fiscal em razão da escassez de água.”

Isso, segundo reportagem da Folha de S. Paulo publicada nesta terça-feira (2), adicionará alguma atraso na conquista de recursos necessários para superar parcialmente a crise, embora a Sabesp tenha afirmado, em nota, que faz “todos os esforços para que [a obra] seja executada no menor prazo possível”, e que a decisão da Fitch não alterou as tratativas por financiamento do BNDES, “que estão bastante avançadas”.

Considerada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) a obra mais importante para reduzir a dependência do Sistema Cantareira, a transposição entre as represas Jaguari (na bacia do rio Paraíba do Sul) e Atibainha (Cantareira) deve ficar pronta somente em 2017, revelou o jornal.

A Sabesp pretendia começar as obras em maio e concluir a primeira fase do projeto ainda em 2016. Mas problemas financeiros e burocráticos empurraram a previsão de entrega para fevereiro de 2017. O projeto foi orçado em R$ 830 milhões.

Outra obra que já promete atraso é a a ligação do sistema Rio Grande (braço limpo da represa Billings) ao Alto Tietê, que também entrou em colapso. As obras deveriam ter começado há um mês, mas foram adiadas para setembro.

No primeiro caso, a Sabesp alega que houve questionamentos no TCE (Tribunal de Contas do Estado) que levaram ao atraso na licitação. “Além disso, embora esteja inserida no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) a pedido de Alckmin, ainda não houve aval ao pedido de financiamento pelo BNDES.”

Segundo a Folha, o ministro Gilberto Kassab (Cidades) disse que os recursos do PAC, este ano, serão liberados de forma “alongada”.

 

 

 

Fonte: Jornal GGN

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