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Gerente da Compesa revela realidade sobre Gravatá

O PORTAL GN entrevistou na tarde desta quinta-feira (10) o gerente regional da Compesa, Ricardo Malta. A conversa ocorreu na Estação de Tratamento de Água (ETA) no bairro do Cruzeiro. O representante da Companhia Pernambucana de Saneamento destacou as condições reais de abastecimento de Gravatá, região agreste do Estado.

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Uma das estações de tratamento de água de Gravatá está parada desde julho deste ano pela queda na vasão de água das adutoras do agreste

Segundo Ricardo Malta, devido ao atual período de estiagem, das quatro adutoras que abastecem a cidade apenas uma está fornecendo água para o município. A barragem do Sítio Brejinho e Clíper encontra-se em situação crítica desde novembro. Para piorar ainda mais a situação, desde junho a Barragem de Jucazinho não fornece mais água para Gravatá.

Ricardo informou que ontem realizou operação de fiscalização na zona rural e com a ajuda do Grupo de Apoio Tático Itinerante (GATI) identificaram ligações clandestinas no sistema adutor de Vertentes localizado em Chã Grande, distante 18 km. O gerente revelou que mais de 15 bombas clandestinas foram identificadas no Riacho Vertentes. Para coibir o uso indevido do manancial, a Compesa em parceria com a Agência Pernambucana de Águas e Climas (APAC) participará de audiência pública com representantes do Ministério Público de Pernambuco no próximo dia 22 de dezembro. Os responsáveis pelas ligações clandestinas serão notificados e responsabilizados pelo infracional.

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Ricardo apresenta ao PORTAL GN dados sobre os mananciais que abastecem Gravatá

Perguntado sobre o calendário de abastecimento adotado pela Compesa aos clientes de Gravatá, o gerente informou que devido a baixa no nível dos reservatórios algumas localidades poderão passar até quinze dias sem água. A Compesa possui no município mais de 35 mil clientes. Os canos do sistema adutor de Amaraji estão sendo trocados. A rede que possui canos de 400 mm receberão forço com tubulação de 600 mm, o que representa melhoria de 50% no volume de água tratada na ETA/GRAVATÁ. O investimento na nova tubulação gira na ordem de R$ 3 milhões de reais.

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Ricardo compara encanação de 400 e 600 mm que estão sendo substituídas na adutora de Amaraji.

Apesar possuir aproximadamente 2 milhões de m³ de água, a barragem de Amaraji é relativamente pequena para a demanda de uma cidade do porte de Gravatá. Para se ter noção, o manancial representa apenas ¼ do volume morto da Barragem de Jucazinho.

Aos clientes da Compesa que sofrem com o abastecimento, Ricardo Malta frisa que os que não forem abastecidos dentro de um limite de trinta dias está desobrigado de pagar a fatura com a taxa de serviço cobrada. Para garantir o benefício é necessário ligar para o escritório regional da companhia e requerer a isenção através do número de matrícula descrito na própria fatura. Para os que desejarem comprar um caminhão carregado de água tratada é necessário fazer um agendamento pelo telefone (81) 3533.9870 e pagar na próxima fatura a importância de R$ 107,95 (cento e sete reais e noventa e cinco centavo). O prazo para a entrega de água gira em torno de dois dias.

Neste período de crise, Ricardo Malta destacou que é necessário economizar água. O gerente alertou que o próximo ano será um dos mais seco das últimas décadas em decorrência dos efetivos do fenômeno El Niño que castiga a região nordeste do Brasil. Não há previsão de chuva regular pelos próximos meses. O gerente da Compesa deve procurar nos próximos dias o Poder Legislativo Municipal para apresentar uma regulamentação contra o desperdício de água tratada.

Fonte e Agradecimentos: http://gravatanoticias.com.br/gerente-regional-da-compesa-revela-triste-realidade-do-abastecimento-de-gravata/

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