JBS Friboi achou melhor ficar de fora da infraestrutura

Depois de dois anos de investimentos, o grupo J&F, comandado por Joesley Batista, desistiu de investir no mercado de infraestrutura.

A Zetta Infraestrutura, que atuaria nas áreas de saneamento, energia, iluminação e mobilidade urbana, está sendo desmontada.

A Zetta chegou a apresentar propostas numa licitação de iluminação em São Paulo — e a levar, junto com Furnas, a construção de 13 usinas eólicas no Nordeste e 14 linhas de transmissão no Centro-Oeste, no Nordeste e no Sudeste.
Os projetos serão concluídos. Mas a falta de crédito, as condições econômicas e o péssimo clima no setor, em meio aos desdobramentos da Operação Lava-Jato, fizeram o grupo desistir de novas licitações.

Quatro diretores contratados pelo presidente Augusto Cesar Uzêda, ex-diretor da OAS, já foram demitidos. Uzêda, por enquanto, continua. A J&F não comenta.

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O mito da vez é a ideia de que a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) seria, por si só, um método para “burlar uma licitação”.

Na verdade, ocorre exatamente o contrário: o próprio ordenamento jurídico prevê a constituição da SPE. A Lei de PPPs, por exemplo, determina que o parceiro privado constitua uma SPE para implantar e gerir o empreendimento. Ou seja, a suposta “fraude à licitação” é um requisito legal da operação. Na Lei de Concessões, a figura é facultativa e sujeita a uma escolha racional de projeto a projeto.

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