saneamento basico

Ministério Público denuncia Agespisa por poluição nos rios Parnaíba e Poti

O Ministério Público Federal no Piauí denunciou a Agespisa (Águas e Esgotos do Piauí S/A) por crime ambiental. As partes ainda podem evitar o processo caso entrem em acordo em audiência na Justiça Federal nesta terça-feira (29). O MPF acusa a empresa de poluição ilegal nos rios Poti e Parnaíba.

A assessoria de imprensa da Agespisa afirmou que o órgão ainda não foi notificado e que só se manifestará após a comunicação oficial pela Justiça.

Segundo o Ministério Público, equipes de investigação da Polícia Federal constataram, nos pontos de redes de captação, distribuição e tratamento de água e esgoto, mantidas pela entidade, a existência de substâncias flutuantes não permitidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nos efluentes lançados nos rios Poti e Parnaíba.

Na denúncia, o MPF destaca que a conduta da Agespisa está tipificada no art 54, parágrafo 2º, V, da Lei nº 9.605/1998: causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora, com o lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis e regulamentos.

Segundo o MPF, as estações de tratamento de esgoto (ETEs), responsáveis pelo lançamento criminoso de efluentes nos rios Poti e Parnaíba, são mantidas pela Agespisa. Como ela é a concessionária de serviço público responsável pelo esgotamento sanitário no município de Teresina, evidencia-se a sua responsabilidade direta pelos crimes ambientais constatados pela Polícia Federal.

Nesta terça-feira haverá audiência na Justiça Federal para que seja analisada a possibilidade de se conceder a suspensão condicional do processo oferecida pelo MPF. De acordo com a Justiça Federal, caso a Agespisa não concorde com as alternativas de reparação do crime ambiental ela deverá responder a acusação por escrito, no prazo de 10 dias.

Fonte: G1
Foto: Gil Oliveira/ G1

Últimas Notícias:
Gestão de ativos no saneamento Como sair do controle reativo para uma operação previsível EOS Systems

Gestão de ativos no saneamento: Como sair do controle reativo para uma operação previsível | EOS Systems

Sair do modo “apagar incêndios” para uma operação previsível é o divisor de águas entre empresas que sobrevivem e aquelas que se tornam referências de eficiência. No setor de saneamento, a gestão de ativos é a chave para transformar a infraestrutura invisível (tubulações enterradas) em dados estratégicos, fornecendo informações que guiarão decisões de alto impacto.

Leia mais »
Se toca! O lixo é nosso!

Se toca! O lixo é nosso!

Vivemos em uma sociedade marcada pelo consumo crescente. Nas últimas décadas, a expansão da produção industrial, da urbanização e do consumo de bens ampliou significativamente a geração de resíduos sólidos em todo o mundo.

Leia mais »
ESTUDO DE CASO BATIMETRIA E RECUPERAÇÃO DA CAPACIDADE OPERACIONAL EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO SBV Engenharia Ambiental (3)

Estudo de Caso: Batimetria e recuperação da capacidade operacional em estações de tratamento de esgoto | SBV Engenharia Ambiental

A operação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) está diretamente condicionada à manutenção de sua capacidade hidráulica efetiva que, ao longo do tempo, progressivamente é comprometida pelo acúmulo de lodo nas unidades de tratamento. Tal fenômeno representa uma das principais causas de perda de eficiência, especialmente em sistemas baseados em lagoas de estabilização e reatores biológicos de grande volume.

Leia mais »