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Moradores se dividem acerca da proposta de privatização do sistema de água e saneamento de Penha

Enquanto governo e oposição de Penha travam uma discussão em torno da privatização dos serviços de saneamento no Município, a população se divide sobre o tema. A concorrência para escolha de uma empresa privada está suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que encontrou “indícios de irregularidades” no processo. Nas ruas, a maioria dos moradores ouvidos pela reportagem do Portal Rota da Praia.com foi contra a privatização.

 

A melhoria na distribuição de água e a implantação da rede de esgoto é prioridade para a cozinheira Salete Ostins, moradora há sete anos do centro de Penha e que é favorável à mudança, desde que os serviços melhorem.

 

A mesma opinião tem Amilton Dias, morador de Penha há 42 anos. Inteirado do processo de licitação, ele acredita que, depois que a Casan saiu da cidade, a privatização é inevitável. Para ele, entretanto, a privatização não pode ser um negócio, já que visa lucro – mesmo assim, ele acredita que privatizar tem que ser feito.

 

Parte dos moradores ouvidos em Penha se mostrou contrária à privatização principalmente por causa do aumento de tarifas, que segundo o TCE pode chegar a 20% só no primeiro ano de concessão. Fabricia Farias, moradora há um ano no Município, diz que não concorda se a taxas aumentar muito mais, e não se ter um serviço adequado.

 

Para Zorli José Waltrick, o controle do saneamento básico (água, lixo, esgoto e drenagem) deveria ficar sob controle governamental, para que a comunidade “tivesse a quem recorrer”. A mesma visão tem o padeiro Antônio, de 39 anos de idade, há 13 anos morando rem Penha.

 

O serviço de saneamento básico foi municipalizado em 2011 depois de disputas entre a Companhia Catarinense de Saneamento (Casan) e a Prefeitura. Desde então, quem presta o serviço é a companhia municipal Águas de Itapocoroy, por meio de uma empresa terceirizada. Para registrar reclamações ou denúncias, os usuários podem ligar no telefone (48) 3954 9100.

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