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Petrobras reavalia veto a fornecedores

A Petrobras deu início a um processo de reavaliação das empresas citadas na Operação Lava-Jato e impedidas de contratar com a estatal. Elas têm chance de voltar ao cadastro de fornecedores. A petroleira informou ao Valor que encaminhou a esses fornecedores bloqueados um questionário sobre as práticas de compliance adotadas pelas companhias para evitar novos casos de corrupção. Se estiverem dentro das exigências da estatal, essas empresas podem ser liberadas para fechar novos contratos com a Petrobras.

No dia 25 de agosto, a estatal publicou no Petronect, portal de relacionamento com fornecedores, um comunicado sobre a criação de um novo critério no processo de avaliação das empresas cadastradas: o procedimento de Due Diligence de Integridade (DDI).

Segundo a estatal, os fornecedores precisarão, a partir de agora, responder perguntas sobre relação de parentesco dos altos dirigentes com políticos, agentes públicos e empregados da Petrobras, além de questões sobre o programa de compliance adotado pela empresa, a existência de código de ética e guia de conduta, entre outros itens.

Atualmente, 183 mil empresas estão registradas no portal. A intenção da estatal é aplicar o questionário às empresas bloqueadas por medida cautelar e às fornecedoras que iniciarem ou renovarem suas respectivas inscrições no cadastro da Petrobras.

Ao todo, 32 companhias estão impedidas de fechar novos contratos com a Petrobras por meio de bloqueio cautelar. A lista inclui empresas investigadas pela Polícia Federal ou controladas por grupos econômicos citados.

São elas: a Alumini Engenharia (ex-Alusa); a Carioca Christian-Nielsen; Construcap; Camargo Corrêa; Andrade Gutierrez; Odebrecht (e suas controladas Odebrecht Ambiental e Odebrecht Óleo e Gás); OAS (e sua controlada OAS Óleo e Gás); Queiroz Galvão (e sua controlada Queiroz Galvão Óleo e Gás); Egesa; Fidens; GDK; Iesa Óleo e Gás e Iesa Projetos, Equipamentos e Montagens; Mendes Junior; MPE; Promon; Skanska; Techint; Tomé Engenharia; UTC; Galvão Engenharia; Engevix; Jaraguá Equipamentos; Sanko Sider; EIT; NM Engenharia; Niplan Engenharia e Schahin.

A Alumini Engenharia, inclusive, confirmou ao Valor que recebeu a carta com as novas exigências para recadastramento.

As empresas Setal e TKK Engenharia, que chegaram a ser bloqueadas, já foram retiradas da lista das companhias impedidas de contratar pela estatal. A Setal foi novamente liberada para participar das licitações da Petrobras após assinar acordo de leniência com o Ministério Público. Já a TKK foi desbloqueada devido ao arquivamento do processo administrativo contra a fornecedora por parte da Controladoria Geral da União (CGU).

O diretor de governança, risco e conformidade da companhia, João Elek, já havia sinalizado que estatal pretendia voltar a contratar esses fornecedores bloqueados, desde que eles se adequassem às leis e às novas normas impostas pela petroleira.

“Criamos um bloqueio cautelar. Ele nunca foi planejado para ser de duração indeterminada. À medida que eles atenderem nossos quesitos, eles podem voltar a se relacionar conosco”, disse Elek em julho, durante cerimônia de ressarcimentos à estatal de R$ 69 milhões desviados pelo ex-gerente da companhia, Pedro Barusco.

Clique aqui para ver as empresas impedidas de contratar com a Petrobras

Fonte: Valor Econômico/Por André Ramalho | Do Rio

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